Esporte na Band

Pioneira no Brasil, Nívia de Lima quer chances para mulheres no futebol

Em 2026, Nívia se tornou a primeira mulher a trabalhar como auxiliar-técnica na Série A do Brasileirão

Da redação
DA REDAÇÃO

18/04/2026 • 18:12 • Atualizado em 18/04/2026 • 18:12

Auxiliar afirma ter recebido diversas mensagens de mulheres que também trabalham no futebol

Auxiliar afirma ter recebido diversas mensagens de mulheres que também trabalham no futebol

Naiana Marssona | ACF

Nívia de Lima está na Chapecoense desde 2012. Nos últimos anos, passou pelas equipes sub-17 e sub-20 do clube. Mas seu nome ganhou um novo patamar de projeção a partir de 2026.

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Primeiro, comandou a Chape na Copa São Paulo de futebol júnior 2026, levando o time até a terceira fase. Depois, passou a fazer parte da comissão técnica interina da equipe principal, assumindo o posto de auxiliar no começo de abril após a saída do técnico Gilmar dal Pozzo.

Nívia estreou em 5 de abril, no empate por 1 a 1 com o Vitória. Ali, tornou-se a primeira mulher da história a trabalhar como auxiliar técnica na Série A do Campeonato Brasileiro.

“Quando eu tive a oportunidade de estar auxiliando no jogo, eu estava muito feliz com a oportunidade que o clube havia me dado - de estar ali, de estar fazendo essa transição, esperando o novo treinador, por eles confiarem no nosso trabalho”, afirmou Nívia em entrevista neste sábado (18) ao programa Mundo dos Esportes, da Rádio Bandeirantes.

“Depois que acabou o jogo é que caiu a ficha, que eu tinha sido a primeira mulher a estar auxiliando no Campeonato Brasileiro da Série A. Foi aí que a gente viu o quanto isso foi importante, o quando deu essa visibilidade toda”, comemorou.

A partir daí, o trabalho de Nívia de Lima na Chapecoense ganhou reconhecimento e projeção inéditos. Por isso, ela espera que seu ineditismo possa abrir portas para outras mulheres no futebol brasileiro.

“Eu estou me acostumando ainda. Para mim, está sendo legal poder contar a história, poder encorajar outras mulheres a vivenciar isso, ter essa visibilidade. Para que outras mulheres tenham a oportunidade, para que os clubes oportunizem essas mulheres a conseguir trabalhar”, torce a auxiliar.

“Quando aconteceu isso tudo, a gente recebeu muitas mensagens de mulheres que trabalham com o futebol, e que também não têm a oportunidade que eu estou tendo. Se a gente puder de certa forma auxiliar e promover isso, a gente fica muito feliz também, para que essas mulheres também possam ter a oportunidade que eu estou tento.”