Esporte na Band

Presidente do Conselho diz que renúncia de Casares foi boa para o São Paulo

Olten Ayres opinou sobre a saída do presidente afastado e falou sobre o futuro político do Tricolor em entrevista exclusiva à Rádio Bandeirantes

Da redação
DA REDAÇÃO

21/01/2026 • 19:12 • Atualizado em 21/01/2026 • 19:12

O presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, Olten Ayres, concedeu entrevista exclusiva à Rádio Bandeirantes na tarde desta quarta-feira (21) e falou sobre a renúncia do presidente afastado do São Paulo, Júlio Casares, ao cargo de mandatário do Tricolor paulista.

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No entendimento do cartola, a saída antecipada de Casares foi a "melhor maneira" do clube caminhar e pensar no seu futuro e serviu, também, para evitar uma Assembleia Geral de Sócios que apenas "ratificaria" a saída de Júlio da presidência.

"Recebo sem surpresa. O procedimento que houve na reunião do deliberativo já havia o afastado provisoriamente. [...] A renuncia foi a melhor maneira de dar andamento ao clube, de forma definitiva", disse.

Novo presidente

Questionado sobre como deverá ser a presidência exercida por Harry Massis - então vice-presidente do São Paulo e empossado presidente com a saída de Júlio Casares -, Olten afirmou que ainda não conversou com o novo mandatário, mas que crê que sua administração - que irá até o fim deste ano, quando ocorrerá novas eleições - deverá ser de união de forças no Morumbi.

Reações dos conselheiros

Olten ainda negou que sua gestão à frente do Conselho Deliberativo do São Paulo tenha ligação com Casares. As acusações surgiram após Olten indicar que o estatuto do Tricolor tinha um regramento ambíguo e apoiou o aumento no número de votos favoráveis ao impeachment. A medida incomodou conselheiros de oposição.

"Afasto que tenha sido defensor de alguém. [...] Não é questão de defesa, é de interpretação do estatuto. O estatuto me dava o direito de escolher a forma da votação [do impeachment] e de interpretar os artigos. O Judiciários achou que eu estava equivocado e cumpri a decisão judicial. Continuo achando que estávamos certos. Conduzi a reunião onde as partes puderam falar da maneira mais imparcial possível", opinou.

"Essa vinculação [com o ex-presidente Júlio Casares] feita, pela opinião de alguns, quiseram grudar em mim uma visão que não corresponde a realidade. É inadequada. O afastamento do presidente Casares não foi votado pelo Olten, foi votado por 235 conselheiros. Não tomei lado de ninguém", completou.