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Resumo
Proposta de fim da torcida única em clássicos paulistas foi defendida por Harry Massis, presidente do São Paulo, com apoio de mecanismos modernos de segurança e participação do Ministério Público, Polícia Militar e Federação Paulista de Futebol.
Medida de proibição de torcida visitante em clássicos entre Palmeiras, São Paulo, Santos e Corinthians está em vigor desde 2016, visando reduzir violência, com inclusão posterior de Guarani e Ponte Preta, e discussão recente sobre sua ampliação após caso de morte de torcedor em Mairiporã.
Projeto sugere realização de jogos-testes com torcida visitante limitada a 10% da capacidade, ingressos controlados e identificação obrigatória em estádios com reconhecimento facial, citando experiências positivas em partidas como Supercopa Rei de 2024 e 2023.
Harry Massis, presidente do São Paulo, reforçou seu apoio ao fim das torcidas visitantes em clássicos paulistas. No início de fevereiro, foi apresentado ao Ministério Público, Polícia Militar e Federação Paulista de Futebol um projeto para colocar um fim a essa medida.
Desde 2016, o Estado de São Paulo proíbe que clássicos entre Palmeiras, São Paulo, Santos e Corinthians tenham torcida visitante. Principal objetivo é reduzir casos de violência no futebol.
Mais tarde, Guarani e Ponte Preta também entraram para a medida e não podem ter torcida rival no estádio.
"O retorno da torcida visitante nos clássicos em São Paulo é uma medida importante para a valorização do espetáculo no estado. Hoje, temos mecanismos dentro e fora dos estádios para garantir a segurança da torcida", defende Massis.
"A consolidação do reconhecimento facial, a instalação de câmeras de segurança e o controle rígido na comercialização de ingressos nos ajudam a imaginar que a proibição está chegando ao fim. A decisão será tomada pelo Ministério Público e pela Polícia Militar, mas sabemos a importância de ter o torcedor ao nosso lado e faremos todos os esforços para colaborar com as autoridades", complementa.
O que a proposta apresenta:
No documento ao qual o Estadão teve acesso, é sugerida a realização de jogos-testes com participação controlada de visitantes. Inicialmente, eles representariam até 10% da capacidade do estádio.
"Número compatível com padrões internacionais de segurança e suficiente para avaliação técnica dos impactos operacionais, sociais e de segurança pública", diz a proposta.
O setor visitante teria ingressos com prioridade para sócios e membros cadastrados de torcidas organizadas, mediante identificação prévia. Como já é feito em outros jogos, os setores visitante e mandante seriam previamente delimitados e articulados com rotas logísticas seguras.
Os testes seriam apenas em estádios que contam com a tecnologia de reconhecimento facial, obrigatória em arenas com mais de 20 mil lugares desde junho de 2025, conforme a Lei Geral do Esporte.
Dois exemplos são citados como casos de sucesso. O mais recente é a Supercopa Rei deste ano, em que o Mané Garrincha, em Brasília, foi dividido pelas torcidas de Corinthians e Flamengo. Em 2023, pelo mesmo torneio, São Paulo e Palmeiras dividiram o Mineirão.
O movimento vai na contramão do que a Justiça de São Paulo discutiu no fim de 2024, após uma emboscada de palmeirenses a cruzeirenses, no quilômetro 65 da rodovia Fernão Dias, em Mairiporã (SP). Um torcedor do time mineiro foi morto.
Depois disso, o Juizado Especial de Defesa do Torcedor do Tribunal de Justiça de São Paulo discutiu estender a imposição de torcida única para clássicos do futebol nacional. A proposta era aplicar a medida para Palmeiras x Flamengo e Palmeiras x Cruzeiro, sempre quando o time alviverde for o mandante e esses jogos ocorrerem na capital paulista, mas não houve avanço.
*Com informações da Agência Estado
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