
Muralha Paulista
Divulgação/Polícia Militar
O clássico entre Santos e Corinthians, no último domingo (16), pelo Campeonato Brasileiro, marcou um avanço na segurança dos estádios paulistas. Três homens que eram foragidos da Justiça foram presos na Vila Belmiro após serem identificados pelo sistema de reconhecimento facial do programa Muralha Paulista, da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP). A partida foi a primeira no estádio a contar com este tipo de monitoramento integrado.
A tecnologia, que cruza as imagens captadas nas catracas com o Banco Nacional de Mandados de Prisão, se mostrou eficaz. Entre os detidos, dois eram procurados por débitos de pensão alimentícia, e um terceiro respondia por roubos cometidos nos estados do Paraná e Mato Grosso do Sul.
Combate a fraudes e cambistas
A implementação do sistema de reconhecimento facial na Vila Belmiro é um projeto que o Santos vem desenvolvendo desde junho de 2024. Atualmente, 100% dos acessos ao estádio são controlados pela biometria facial, uma medida que visa não apenas a captura de foragidos, mas também o combate a um problema crônico do futebol: a ação de cambistas e as fraudes com ingressos.
Segundo a SSP-SP, além dos foragidos, o monitoramento no clássico permitiu a identificação de ingressos que haviam sido adquiridos por cambistas, bem como o uso de documentos falsos ou de terceiros para acessar o estádio. A tecnologia também é capaz de barrar torcedores que estejam descumprindo ordens judiciais ou sanções impostas pelo Estatuto do Torcedor.
Segurança e economia para o clube
Para o presidente do Santos, Marcelo Teixeira, a modernização é fundamental para garantir um ambiente mais seguro e organizado para os torcedores. Em nota, ele destacou os benefícios que o clube já vem colhendo com a iniciativa.
"O reconhecimento facial é um avanço fundamental no combate à atuação de cambistas e na garantia de mais conforto e segurança para os nossos torcedores e sócios", afirmou o presidente.
Além do ganho em segurança, o sistema também representa uma vantagem financeira para o clube. Ao impedir o acesso com ingressos fraudados ou de sócios que não sejam os titulares do plano, o clube reduz perdas e incentiva a adesão correta aos seus programas. "Já percebemos uma melhora significativa nesse aspecto em 2025 e também uma economia relevante ao reduzirmos fraudes nos acessos ao estádio", concluiu Teixeira.
*Texto gerado por IA e revisado pela equipe band.com.br
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