
Real Madrid
Isabel Infantes/Reuters
Neste domingo (2), o Real Madrid divulgou um comunicado oficial celebrando a decisão da Fifa em não vender cotas de direitos da Copa do Mundo para investidores. O clube espanhol destacou o trabalho feito pela Uefa ao se posicionar contra a proposta de Infantino.
De acordo com o Real Madrid, a decisão de inviabilizar o projeto é positiva para as instituições e, em especial, os torcedores que acompanham o esporte. Em relação a Uefa, os Merengues elogiaram como foi conduzido o processo de negativa para a continuidade.
“O Real Madrid deseja expressar sua gratidão à UEFA, às confederações e federações, e a todas as instituições que se opuseram firme e responsavelmente a este projeto. Sua união e senso de dever protegeram o futebol em um momento crucial", disse.
Ao longo do comunicado, o Real Madrid reforçou que este tem tido um pensamento do clube e cita quando se recusou a entrada do fundo privado como o CVC. Na ocasião, a La Liga “comprometeu uma percentagem das futuras receitas audiovisuais dos clubes durante cinquenta anos”.
“O nosso clube opôs-se e não participou na operação em que a LaLiga comprometeu uma percentagem das futuras receitas audiovisuais dos clubes durante cinquenta anos em troca da entrada de um fundo privado como o CVC. Hipotecar durante meio século receitas que pertencem aos clubes, que são os que suportam todos os custos e riscos, cria um precedente que o futebol não deve repetir, nem no nosso país nem a nível internacional", escreveu.
Leia o comunicado completo:
O Real Madrid CF acolhe com satisfação a decisão da FIFA de abandonar a sua proposta de venda parcial dos direitos comerciais das suas competições. O nosso clube acredita que esta é uma boa notícia para o futebol, para as suas instituições e, sobretudo, para os milhões de adeptos do nosso desporto favorito.
O Real Madrid deseja expressar sua gratidão à UEFA, às confederações e federações, e a todas as instituições que se opuseram firme e responsavelmente a este projeto. Sua união e senso de dever protegeram o futebol em um momento crucial.
Os clubes são a base sobre a qual o futebol internacional e a Copa do Mundo são construídos. São eles que descobrem, treinam, desenvolvem e fornecem às seleções nacionais os jogadores que tornam essas grandes competições possíveis. O futebol internacional e a Copa do Mundo são, acima de tudo, eventos de interesse público e constituem um patrimônio que pertence às nações, aos torcedores e à sociedade como um todo. Portanto, acreditamos que jamais devem ser tratados como meros ativos financeiros a serem negociados em benefício de poucos privilegiados.
O Real Madrid se opõe veementemente a qualquer tentativa de vender receitas comerciais futuras de competições sem assumir os custos e riscos associados. São os clubes que arcam com esses custos e riscos, e qualquer iniciativa que busque se apropriar de receitas futuras do futebol sem assumir as responsabilidades que as geram é inaceitável e jamais deve ser considerada novamente.
Este é também o mesmo princípio que o Real Madrid tem defendido consistentemente a nível nacional. O nosso clube opôs-se e não participou na operação em que a LaLiga comprometeu uma percentagem das futuras receitas audiovisuais dos clubes durante cinquenta anos em troca da entrada de um fundo privado como o CVC. Hipotecar durante meio século receitas que pertencem aos clubes, que são os que suportam todos os custos e riscos, cria um precedente que o futebol não deve repetir, nem no nosso país nem a nível internacional.
Não perca nenhum lance!
Leia o melhor do esporte de graça, direto no seu e-mail
Selecione os seus temas favoritos:

