Esporte na Band

Real Madrid celebra decisão da Fifa em não vender direitos da Copa do Mundo

Clube espanhol destacou postura da Uefa ao impedir que projeto continuasse

Da redação
DA REDAÇÃO

02/08/2026 • 13:25 • Atualizado em 02/08/2026 • 13:25

Real Madrid

Real Madrid

Isabel Infantes/Reuters

Neste domingo (2), o Real Madrid divulgou um comunicado oficial celebrando a decisão da Fifa em não vender cotas de direitos da Copa do Mundo para investidores. O clube espanhol destacou o trabalho feito pela Uefa ao se posicionar contra a proposta de Infantino.

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De acordo com o Real Madrid, a decisão de inviabilizar o projeto é positiva para as instituições e, em especial, os torcedores que acompanham o esporte. Em relação a Uefa, os Merengues elogiaram como foi conduzido o processo de negativa para a continuidade.

“O Real Madrid deseja expressar sua gratidão à UEFA, às confederações e federações, e a todas as instituições que se opuseram firme e responsavelmente a este projeto. Sua união e senso de dever protegeram o futebol em um momento crucial", disse.

Ao longo do comunicado, o Real Madrid reforçou que este tem tido um pensamento do clube e cita quando se recusou a entrada do fundo privado como o CVC. Na ocasião, a La Liga “comprometeu uma percentagem das futuras receitas audiovisuais dos clubes durante cinquenta anos”.

“O nosso clube opôs-se e não participou na operação em que a LaLiga comprometeu uma percentagem das futuras receitas audiovisuais dos clubes durante cinquenta anos em troca da entrada de um fundo privado como o CVC. Hipotecar durante meio século receitas que pertencem aos clubes, que são os que suportam todos os custos e riscos, cria um precedente que o futebol não deve repetir, nem no nosso país nem a nível internacional", escreveu.

Leia o comunicado completo:

O Real Madrid CF acolhe com satisfação a decisão da FIFA de abandonar a sua proposta de venda parcial dos direitos comerciais das suas competições. O nosso clube acredita que esta é uma boa notícia para o futebol, para as suas instituições e, sobretudo, para os milhões de adeptos do nosso desporto favorito.

O Real Madrid deseja expressar sua gratidão à UEFA, às confederações e federações, e a todas as instituições que se opuseram firme e responsavelmente a este projeto. Sua união e senso de dever protegeram o futebol em um momento crucial.

Os clubes são a base sobre a qual o futebol internacional e a Copa do Mundo são construídos. São eles que descobrem, treinam, desenvolvem e fornecem às seleções nacionais os jogadores que tornam essas grandes competições possíveis. O futebol internacional e a Copa do Mundo são, acima de tudo, eventos de interesse público e constituem um patrimônio que pertence às nações, aos torcedores e à sociedade como um todo. Portanto, acreditamos que jamais devem ser tratados como meros ativos financeiros a serem negociados em benefício de poucos privilegiados.

O Real Madrid se opõe veementemente a qualquer tentativa de vender receitas comerciais futuras de competições sem assumir os custos e riscos associados. São os clubes que arcam com esses custos e riscos, e qualquer iniciativa que busque se apropriar de receitas futuras do futebol sem assumir as responsabilidades que as geram é inaceitável e jamais deve ser considerada novamente.

Este é também o mesmo princípio que o Real Madrid tem defendido consistentemente a nível nacional. O nosso clube opôs-se e não participou na operação em que a LaLiga comprometeu uma percentagem das futuras receitas audiovisuais dos clubes durante cinquenta anos em troca da entrada de um fundo privado como o CVC. Hipotecar durante meio século receitas que pertencem aos clubes, que são os que suportam todos os custos e riscos, cria um precedente que o futebol não deve repetir, nem no nosso país nem a nível internacional.