Esporte na Band

São Paulo decide pela expulsão de ex-dirigente aliado de Casares

Comissão disciplinar vota pela exclusão de ex-CEO do quadro de sócios por caso do Morumbi

Da redação
DA REDAÇÃO

06/04/2026 • 17:46 • Atualizado em 06/04/2026 • 17:54

Marcio Carlomagno, ex-superintendente geral e ex-CEO

Marcio Carlomagno, ex-superintendente geral e ex-CEO

Divulgação

Resumo

O São Paulo decidiu pela expulsão do ex-dirigente Márcio Carlomagno do quadro de sócios após denúncias ligadas ao caso do camarote 3A no MorumBis.

A comissão disciplinar apontou omissão do ex-CEO, que ainda pode recorrer da decisão antes de ser oficialmente excluído.

O caso envolve outros nomes do clube e pode ter novos desdobramentos nos próximos dias, com votação no Conselho Deliberativo.

O São Paulo decidiu, por meio de sua Comissão Disciplinar, pela expulsão do ex-superintendente geral e ex-CEO Marcio Carlomagno do quadro de sócios do clube. A decisão foi tomada nesta segunda-feira (6), após análise de denúncias relacionadas ao caso do camarote 3A do Morumbi.

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De acordo com documento apresentado por conselheiros, Carlomagno teria sido omisso diante da exploração irregular do espaço durante show realizado em fevereiro de 2025. Segundo a acusação, o então dirigente tinha conhecimento das irregularidades e não tomou providências.

Apesar da decisão, o ex-dirigente ainda pode recorrer, o que impede que a expulsão seja efetivada de imediato.

Votação e contexto político

Três dos cinco membros da comissão — José Eduardo Vuolo, Danilo Pavanello e Natanael Cabral — votaram pela expulsão. Carlomagno tem 22 anos de atuação no clube, com passagens por diferentes cargos, desde assessor de futebol até a superintendência.

Considerado aliado do ex-presidente Júlio Casares, o dirigente era apontado como possível candidato da situação nas eleições do fim do ano. No entanto, o cenário político foi alterado após o impeachment e posterior renúncia de Casares.

Defesa e novos desdobramentos

Em manifestação anterior, Carlomagno negou envolvimento no caso. Segundo ele, o camarote da presidência foi cedido à Diretoria Feminina a pedido de Mara Casares, sem autorização para comercialização.

O ex-dirigente afirmou ainda que tomou conhecimento da venda irregular no dia do evento e que, a partir disso, proibiu a cessão do espaço em outras ocasiões no estádio.

O caso pode ter novos desdobramentos. Douglas Schwartzmann e Mara Casares também são investigados e podem ser expulsos. O Conselho Deliberativo será convocado para votar a situação da dupla nos próximos dias.

Com Agência Estado