
São Paulo chega ao Morumbi para partida contra o Palmeiras
Paulo Pinto / saopaulofc.net
O São Paulo apresentou aos conselheiros, nesta quarta-feira (25), os números do balanço financeiro de 2025. A votação das contas segue até as 17h desta quinta-feira (26).
O clube fechou o exercício com superávit de R$ 56,8 milhões, revertendo o déficit de R$ 287 milhões registrado em 2024. O faturamento atingiu cerca de R$ 1 bilhão pela primeira vez, acima dos R$ 731,9 milhões do ano anterior.
A dívida também apresentou redução. Após alcançar R$ 968,2 milhões em 2024, o valor caiu para R$ 858,2 milhões em 2025.
Um dos pontos discutidos no período foi a venda de jogadores. A gestão negociou atletas como William Gomes, Matheus Alves, Henrique Carmo e Lucas Ferreira. As negociações foram alvo de críticas à época, com questionamentos sobre os valores obtidos.
Apesar disso, a receita com transferências superou a projeção inicial. A expectativa era de R$ 154,8 milhões, mas o total chegou a R$ 283,7 milhões.
O tema das vendas esteve ligado ao processo de impeachment de Júlio Casares, aprovado no Conselho Deliberativo. O dirigente renunciou após a decisão inicial, e parte dos conselheiros defende a reprovação das contas por considerá-las vinculadas à sua gestão.
Mesmo assim, a tendência é de aprovação. A administração de Harry Massis Júnior atua para garantir apoio interno, com o argumento de que uma eventual reprovação pode afetar a imagem do clube no mercado, incluindo negociações de patrocínio e operações de crédito.
Na primeira semana de abril, o Conselho deve analisar novos pedidos de crédito do clube.
Em 2024, o São Paulo estruturou um fundo de investimento em direitos creditórios (FIDC) para reduzir a dívida com instituições financeiras, substituindo débitos por condições com juros menores. Uma das exigências do modelo era a obtenção de superávit.
Para 2026, o planejamento financeiro prevê novo resultado positivo, mesmo com déficits mensais ao longo do período. O orçamento depende da venda de jogadores, responsável por cerca de 40% da receita estimada em R$ 931,8 milhões.
A atual gestão também trabalha em ajustes internos para reduzir custos, dentro de um movimento de equilíbrio financeiro já anunciado pelo clube.
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