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Quem trabalha no Natal e Ano Novo tem direito a folga ou hora extra?

Entenda o que a legislação brasileira determina sobre remuneração e descanso nos feriados de fim de ano

3 min

15/12/2025 11:23 • Atualizado há 308 dias

Quem trabalha no Natal e Ano Novo tem direito a folga ou hora extra?

Com a chegada das festas de dezembro, surge uma dúvida frequente entre trabalhadores e empregadores: quem trabalha no Natal e no Ano Novo tem direito a folga ou deve receber hora extra em dobro?

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Apesar de serem datas tradicionalmente associadas ao descanso, muitos setores — como comércio, saúde, segurança, hotelaria, transporte e telecomunicações — mantêm suas atividades, total ou parcialmente, nesses feriados.

A legislação brasileira traz regras específicas para trabalho em feriados e garante mecanismos de compensação financeira ou de descanso ao trabalhador. Entender essas normas é fundamental para evitar abusos e assegurar a remuneração correta no fim do ano.

O que diz a legislação sobre trabalho em feriados

A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), em conjunto com a Lei 605/1949, estabelece que o trabalho em feriados nacionais só pode ocorrer quando autorizado por legislação específica, convenção coletiva ou em atividades que, por sua natureza, não podem ser interrompidas.

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São feriados nacionais:

25 de dezembro — Natal

1º de janeiro — Confraternização Universal(Leis Nº 662/1949 e Nº 10.607/2002)

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Já as vésperas, 24 e 31 de dezembro, não são feriados. São dias úteis normais, salvo se houver decreto municipal, acordo coletivo, política interna da empresa ou decisão do empregador instituindo ponto facultativo ou jornada reduzida. Para o setor privado, a lei federal não impõe folga nesses dias.

Direito à folga ou pagamento em dobro

O trabalhador que atua no dia 25/12 ou 1º/1 tem direito à compensação, que pode ocorrer de duas formas:

1. Folga compensatória

A empresa pode conceder uma folga em outro dia para compensar o trabalho no feriado.Quando isso ocorre:

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o pagamento do dia trabalhado é simples (sem adicional de 100%);

a folga deve estar prevista em acordo individual, regulamento interno, banco de horas ou convenção coletiva.

Não há prazo único na legislação, mas os acordos coletivos normalmente fixam períodos específicos para a compensação.

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2. Pagamento em dobro

Se não houver folga compensatória, a empresa é obrigada a pagar o feriado trabalhado com adicional de 100%, conforme a Lei 605/1949.

Na prática, o funcionário recebe o valor do dia duas vezes.

3. Banco de horas

Empresas que adotam o sistema de banco de horas — por acordo individual ou coletivo, conforme a lei — podem registrar as horas trabalhadas no feriado para compensação futura.Muitas categorias preveem pesos diferenciados para feriados, definidos em convenções coletivas.

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Escalas especiais e trabalhadores 12x36

O trabalho em escala 12x36, comum em hospitais, segurança e vigilância, tem regras próprias. A Reforma Trabalhista de 2017 permitiu esse regime por acordo individual escrito.

Mas, segundo a Súmula 444 do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ainda prevalece o entendimento de que:

Mesmo no regime 12x36, o trabalho no feriado deve ser pago em dobro se não houver folga compensatória.

Ou seja, se a escala cair em 25/12 ou 1º/1, o trabalhador tem direito à compensação, assim como nas demais jornadas.

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Importância da Convenção Coletiva

As Convenções Coletivas de Trabalho (CCTs) podem definir regras mais vantajosas do que a legislação, como:

  • adicional superior a 100% para feriados;
  • bonificações específicas para o período de fim de ano;
  • escalas diferenciadas;
  • prazos para compensação de banco de horas.

Como o negociado tem grande peso após a Reforma Trabalhista, é essencial verificar o acordo da categoria.

Trabalhar no Natal ou no Ano Novo não é proibido, mas exige compensação obrigatória. O trabalhador convocado para atuar nessas datas tem direito, por lei, a:

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  • folga compensatória, ou
  • pagamento em dobro pelo dia trabalhado.

A correta aplicação das normas — diferenciando feriados de vésperas, observando convenções coletivas e respeitando regimes especiais — garante remuneração justa e evita conflitos trabalhistas.

O planejamento adequado por parte das empresas e o conhecimento dos direitos por parte dos trabalhadores são fundamentais para um fim de ano mais equilibrado e seguro para todos.