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Beleza natural e bem-estar guiam tendências estéticas no Brasil

Busca por naturalidade, prevenção e bem-estar impulsiona nova fase da estética no país

GABRIELLE PEDRO

08/04/2026 • 15:32 • Atualizado em 08/04/2026 • 15:32

Freepik

A ideia de “beleza ideal” no Brasil está cada vez mais distante de padrões rígidos e resultados artificiais. Segundo a médica Iris Markuz, diretora clínica e CEO da Total Skin Clinic, o conceito se tornou mais subjetivo e personalizado. “Hoje, o desejo é preservar a identidade, respeitar proporções e valorizar uma aparência saudável”, afirma.

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De acordo com a especialista, houve uma mudança clara no comportamento dos pacientes, que passaram a buscar aprimoramentos sutis, em vez de transformações radicais. A tendência também se reflete na forma como o envelhecimento é encarado: cresce a procura por tratamentos preventivos, que permitem um amadurecimento mais gradual e natural da pele.

Esse novo olhar acompanha uma demanda cada vez mais forte por bem-estar e autoestima. Para Letícia Pak, diretora clínica da Jeisys Medical Brasil, um dos principais incômodos atuais está relacionado à aparência de cansaço. “É uma queixa muito presente, tanto em mulheres quanto em homens, e que reflete não apenas a estética, mas também a relação com a saúde mental e o autocuidado”, explica.

Além disso, a flacidez segue entre as principais preocupações, tanto em tratamentos faciais quanto corporais.

Menos invasivo, mais regenerativo

A preferência por procedimentos não invasivos ou minimamente invasivos tem crescido de forma consistente. Segundo a cientista e cosmetóloga Joyce Rodrigues, presidente do Grupo Mezzo, essa mudança está diretamente ligada à busca por resultados mais naturais e duradouros.

“Hoje, a preferência é por tratamentos que estimulam biologicamente a pele e agem de maneira regenerativa. O paciente quer um resultado visível, mas não escancarado, sem mudança de fisionomia”, afirma.

Letícia Pak reforça que houve uma queda no interesse por procedimentos invasivos, abrindo espaço para tecnologias como lasers, bioestimuladores e terapias regenerativas. “Esses métodos estimulam respostas naturais da pele, como a produção de colágeno, e melhoram a saúde cutânea como um todo”, diz.

Diferenças entre homens e mulheres

Apesar de compartilharem queixas semelhantes, como flacidez, gordura localizada e aparência de cansaço, homens e mulheres apresentam comportamentos distintos na busca por procedimentos estéticos.

Segundo Letícia Pak, o público feminino tende a ter uma abordagem mais preventiva e emocional em relação ao autocuidado, buscando tratamentos que ajudem a manter a aparência ao longo do tempo. Já os homens, em geral, são mais objetivos e orientados pelas recomendações médicas, priorizando intervenções discretas e que não sejam perceptíveis de forma imediata.

Ainda assim, há um ponto de convergência: ambos os públicos estão cada vez mais preocupados com a autoestima, o bem-estar e a manutenção de uma aparência saudável ao longo do envelhecimento.

A estética deixou de ser apenas uma questão visual. Para as especialistas, há uma conexão cada vez mais evidente entre beleza, saúde da pele e bem-estar emocional.

“Muitos pacientes buscam autoestima, autoconfiança e qualidade de vida. Não é só aparência, é sobre se sentir bem ao longo do tempo”, destaca Letícia Pak.

Joyce Rodrigues também observa um comportamento mais crítico em relação a excessos estéticos. “O exagero é um dos grandes medos hoje. O brasileiro quer uma aparência saudável, com viço, mas sem aquele aspecto artificial ou sem personalidade”, afirma.

O que deve ficar em alta em 2026

A medicina regenerativa desponta como a principal tendência para os próximos anos. Segundo Joyce Rodrigues, o foco está em ativos biotecnológicos e tecnologias que estimulam o funcionamento natural da pele.

Entre os destaques estão os exossomas, que atuam na regeneração e no preenchimento do tecido; as microagulhas biológicas, que estimulam o colágeno com menos agressão; e os peptídeos como o GHK-Cu, voltados para reparação e firmeza da pele.

“Quando combinados, esses ativos potencializam a regeneração e promovem uma pele mais firme, hidratada e luminosa, com qualidade cutânea”, explica.

Equipamentos não invasivos, como ultrassom microfocado (HIFU) e radiofrequência, também seguem em alta. Além disso, novos peelings com modulação biológica prometem uma renovação mais profunda, com maior controle da resposta inflamatória.

No campo corporal, protocolos que associam estímulo de colágeno ao fortalecimento muscular — como o chamado “banco de músculos” — surgem como alternativa para tratar a flacidez de forma integrada.

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