
Texturas, silhuetas marcadas e volume são tendência para o inverno 2026
Balmain
O inverno no Hemisfério Sul começa nos próximos dias. Para muitos, a chegada da nova estação, mais fria, é sinônimo de apenas tirar os casacos do armário, mas para muitos, é oportunidade de entrar na tendência e desfilar os melhores looks.
Os primeiros desfiles internacionais voltados ao inverno de 2026 começaram a indicar uma mudança importante na moda global. Depois de anos dominados por minimalismo extremo, tons neutros e roupas quase sem informação visual, as novas coleções passaram a recuperar textura, excesso controlado e silhuetas mais fortes. Paris, Milão e Londres já mostram um inverno mais dramático, pesado e visualmente marcante.
As principais peças que aparecem nas coleções internacionais para o inverno 2026 são:
• Casacos oversized de lã pesada• Blazers estruturados com ombros amplos• Saias e vestidos transparentes em tule ou organza• Botas de cano alto com aparência utilitária• Peças em couro envelhecido• Tricôs volumosos com textura aparente• Casacos com acabamento em faux fur• Gravatas e elementos de alfaiataria masculina• Saias assimétricas e modelagens desconstruídas• Bolsas grandes em tons escuros e terrosos
A alfaiataria reaparece como uma das forças centrais da temporada. Blazers retos, casacos longos e ombros marcados começaram a dominar coleções europeias que passaram a revisitar referências dos anos 1980 e 1990. A diferença está no acabamento mais contemporâneo e menos corporativo.
Em vez de roupas associadas ao escritório, as peças surgem misturadas a elementos urbanos, botas pesadas e tecidos amplos. Outro movimento forte envolve o crescimento das texturas volumosas. Casacos com aparência felpuda, tricôs robustos, couro espesso e camurça ganharam espaço nas passarelas internacionais.
O visual pesado aparece combinado com tecidos leves e transparentes, criando contraste dentro do mesmo look.
A transparência virou um dos pontos mais fortes do inverno de 2026. O detalhe deixou de aparecer apenas em vestidos noturnos e começou a ocupar camisas, saias, mangas e peças de alfaiataria. Tule, renda e organza passaram a surgir em combinações inesperadas com lã, couro e tecidos estruturados.
A estética boho voltou a aparecer com nova leitura. Franjas, vestidos fluidos, botas altas e acessórios grandes começaram a retornar às coleções, mas agora dentro de uma paleta mais escura. Tons terrosos, vinho profundo, verde musgo e preto passaram a dominar boa parte das propostas internacionais.
As passarelas também começaram a mostrar crescimento das peças assimétricas e modelagens desconstruídas. Saias fora do eixo tradicional, sobreposições irregulares e cortes menos lineares começaram a aparecer com frequência tanto em coleções femininas quanto masculinas.
Outro detalhe importante envolve a influência crescente da moda masculina dentro do guarda-roupa feminino. Gravatas, casacos retos e elementos clássicos da alfaiataria passaram a surgir com força em marcas voltadas ao público jovem.
Parte dessas tendências já começou a aparecer no Brasil antes mesmo da chegada oficial do inverno. Marcas nacionais passaram a apostar em casacos mais amplos, couro escuro, transparência e alfaiataria oversized nas coleções lançadas para a temporada de frio de 2026. O movimento também começou a ganhar força em semanas de moda brasileiras e no street style de cidades como São Paulo e Belo Horizonte.
A transparência aparece como uma das tendências com maior potencial de crescimento no país. O tecido leve começou a surgir em sobreposições mais discretas, principalmente em saias, mangas e vestidos combinados com peças pesadas. Já a estética boho escura começa a ocupar vitrines brasileiras através de botas de cano alto, bolsas grandes, franjas e tons terrosos.
A sensação deixada pelas semanas de moda é clara: o inverno 2026 deve abandonar parte da neutralidade silenciosa dos últimos anos para abrir espaço a roupas mais expressivas, texturas mais aparentes e composições menos discretas.

