Obras de duas construtoras são suspensas em SP após desabamento matar seis
As 29 construções seriam das empresas responsáveis pelo prédio que caiu sobre uma casa na Zona Leste

A Prefeitura de São Paulo determinou o embargo de todas as obras em andamento e dos processos de licenciamento das construtoras New Home e Hastiforme, responsáveis pelo prédio de 12 andares que desabou na Penha, Zona Leste da capital paulista, no último sábado (12). O desastre provocou a morte de seis pessoas, além de deixar duas feridas.
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O edifício veio abaixo sobre um sobrado e exigiu quase dois dias de buscas dos Bombeiros até a localização dos quatro corpos que ficaram soterrados sob os escombros. Todas as vítimas fatais eram de nacionalidade chilena e da mesma família. Elas residiam no imóvel há apenas um mês, incluindo uma criança de sete anos e uma mulher grávida.
Como medida de prevenção e para resguardar as apurações, a gestão municipal paralisou todos os 29 empreendimentos das duas empresas, distribuídos pelas zonas Leste e Sul de São Paulo. A prefeitura também pediu às construtoras informações sobre essas obras, e elas terão 30 dias para entregar dos documentos para avaliação sobre a possível liberação.
Irregularidades e falhas na fiscalização
Segundo as investigações, a construção do prédio começou em 2019, mas foi totalmente condenada e embargada pela prefeitura em 2021 devido a falhas na estrutura, tendo sido ordenada a sua demolição completa para reiniciar a obra do zero.
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Em 2024, a fiscal da Subprefeitura de Penha, Viviane Rodrigues de Palma, realizou uma vistoria e assinou um documento atestando que a demolição havia sido efetuada, liberando o alvará para a continuidade da obra. Contudo, apurações das autoridades --baseadas em fotos de satélite, depoimentos de moradores e informações da própria construtora-- comprovaram que a demolição nunca aconteceu e obras prosseguiram sobre a estrutura condenada.
Em depoimento à Polícia Civil, a servidora declarou que não ingressou no canteiro de obras, mas apenas observou que o projeto anterior, de 154 metros, não estava mais no local, deduzindo que a edificação já havia sido demolida. Em decorrência dos fatos, a Controladoria Geral do Município suspendeu a fiscal por 120 dias para averiguar possíveis irregularidades.
Investigação criminal e prisões
Na esfera policial, o sócio de uma das construtoras, Ronaldo Vivacqua, foi preso temporariamente um dia após o desabamento. A Justiça decretou também a prisão de seu filho, Cristiano Vivacqua (engenheiro responsável que assina a obra), e de outra sócia, Isis Brandão, mas eles ainda não foram localizados.
