Caso Rope Jump: Justiça interroga réus e encerra instrução do processo
Instrutores foram ouvidos nesta terça (3); ação aguarda dados da Meta para alegações finais sobre morte de jovem

A Justiça de São Paulo realizou, nesta terça-feira (3), o interrogatório dos três instrutores réus no processo sobre a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas durante um salto de rope jump em Limeira (SP). Com os depoimentos de Luís Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves prestados por videoconferência, a fase de instrução do processo foi oficialmente encerrada.
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Cobrança à Meta e próximas etapas
Com a conclusão dos interrogatórios, a ação penal entra em sua fase decisiva e aguarda a resposta da Meta ao ofício judicial que cobra informações sobre o possível apagamento de mensagens no WhatsApp e a desativação do perfil da empresa Entre Cordas no Instagram. Assim que a empresa de tecnologia prestar os esclarecimentos solicitados, o Ministério Público e as defesas apresentarão suas alegações finais por escrito.
Antes da sessão, a defesa dos acusados havia solicitado o adiamento dos interrogatórios até o envio dos dados pela Meta, mas o pedido foi negado pelo tribunal.
Falhas de segurança e fraude processual
Segundo a denúncia do Ministério Público, os responsáveis pela atividade atuavam sem registro legal e descumpriram normas básicas de segurança — como a checagem prévia dos equipamentos e a confirmação do travamento das cordas.
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Os três instrutores e a proprietária da empresa, Evelyne dos Santos Gonçalves, respondem por homicídio qualificado com dolo eventual. Evelyne também foi denunciada por fraude processual sob a acusação de tentar eliminar provas do caso, incluindo a gravação da câmera de ação acoplada ao braço da vítima no momento da queda.
O processo segue em andamento na 2ª Vara Criminal do município durante a audiência de instrução e julgamento do caso.
