
Donald Trump, presidente dos EUA
REUTERS/Leah Millis
Donald Trump completou, nesta terça-feira (29), 100 dias como 47º presidente dos Estados Unidos, em seu segundo mandato à frente da Casa Branca. A gestão, até o momento, é marcada pela polêmica imposição de tarifas, o endurecimento de medidas contra imigrantes ilegais e o distanciamento do país de políticas de enfrentamento à crise ambiental.
A Sala Digital, parceria da Band com o Google, separou as perguntas mais feitas pelos brasileiros no buscador, desde a posse do republicano, com o termo “Por que Trump”. Confira abaixo algumas das principais dúvidas e suas respectivas respostas.
Por que Trump está taxando?
O mês de abril foi marcado por uma nova e agressiva política tarifária nos Estados Unidos. No dia 2, apelidado de “Dia da Libertação” por Trump, o presidente detalhou o plano de taxar importações como resposta às tarifas aplicadas por outros países a produtos americanos. O temor da alta de preços nos Estados Unidos fez com que índices de bolsas despencassem e governos ao redor do mundo anunciaram retaliações – o Brasil, taxado em apenas 10%, um dos menores índices do mundo, não reagiu.
A repercussão negativa levou a um recuo de Trump no dia 9 de abril, reduzindo as tarifas para todos os países para 10% por 90 dias, para negociações. A única exceção foi a China, que também elevou as tarifas contra importações dos Estados Unidos. No momento, a taxa aos produtos chineses – excluindo alguns itens, como smartphones e computadores – é de 145%. Já a China taxa produtos americanos em 125%.
Por que Trump quer a Groenlândia?
Donald Trump diz querer comprar a Groenlândia, território autônomo da Dinamarca, desde 2019. A ilha, rica em minerais raros e com posição geopolítica importante no Ártico, é observada com atenção por potências como China e Rússia. A Dinamarca descarta a possibilidade da venda do território.
Após citações durante a campanha, o presidente americano voltou a falar da vontade de incorporar a Groenlândia aos Estados Unidos. Em março deste ano, às vésperas de uma visita de seu vice-presidente, J.D. Vance, ao território dinamarquês, Trump disse: "Precisamos da Groenlândia para a segurança internacional. Precisamos dela. Temos que tê-la."
Por que Trump saiu da OMS?
No primeiro dia de volta à Casa Branca, Donald Trump anunciou a saída dos Estados Unidos da OMS (Organização Mundial da Saúde). Ele fez o mesmo em julho de 2020, no início da pandemia de covid-19, mas a gestão do democrata Joe Biden reatou o laço com a entidade no ano seguinte.
A nova ordem executiva citava a crise sanitária como um dos motivos para a saída da OMS. "A má gestão pela organização da pandemia de covid-19 que surgiu de Wuhan, China e outras crises globais de saúde, sua falha em adotar reformas urgentemente necessárias e sua incapacidade de demonstrar independência da influência política inapropriada dos Estados membros da OMS.”
A mudança traz um grande impacto financeiro. Os Estados Unidos são o maior doador individual da organização, colaborando com cerca de 550 milhões de dólares por ano (cerca de R$ 3,1 bilhões) do orçamento.
Por que Trump saiu do Acordo de Paris?
Também no dia da posse, em janeiro, Trump assinou outra ordem executiva que retirava os Estados Unidos do Acordo de Paris. O tratado internacional de combate às mudanças climáticas, adotado em 2015, traz objetivos para mitigação, adaptação e financiamento por 195 países.
O presidente republicano classificou o pacto como injusto e prejudicial à economia americana, especialmente ao setor de combustíveis fósseis. Além disso, Trump declarou emergência energética nacional para expandir a exploração de petróleo e gás, suspendendo novos projetos de energia renovável e revertendo políticas ambientais da administração de Joe Biden.
A saída oficial, porém, deve ser efetivada em janeiro de 2026. Um dos artigos do acordo determina que “qualquer retirada entrará em vigor no prazo de um ano a partir da data do recebimento pelo depositário da notificação de retirada".
Por que Trump foi condenado?
Dias antes da posse, Donald Trump foi condenado por pagamentos ilegais. A sentença, porém, define uma "libertação incondicional", sem pena de prisão, multa ou liberdade condicional. A Suprema Corte julgou um recurso de uma decisão de maio de 2024, quando Trump foi considerado culpado por um juri popular.
O caso traz 34 acusações criminais de fraude contábil. Em 2016, o advogado pessoal do candidato republicano fez um pagamento de 130 mil dólares para comprar o silêncio da atriz Stormy Daniels, com quem teria mantido uma relação extraconjugal. A transação foi declarada como "despesa legal".
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