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99 desiste de mototáxi em SP e focará serviços em entregas por aplicativo

Empresa comunicou decisão ao prefeito Ricardo Nunes e apresentou propostas de parcerias para pontos de apoio a motociclistas

Da redação
DA REDAÇÃO

01/04/2026 • 22:36 • Atualizado em 01/04/2026 • 22:36

Empresa abriu mão de oferecer serviço de mototáxi em SP

Empresa abriu mão de oferecer serviço de mototáxi em SP

Secom/Governo da Bahia

A empresa de tecnologia 99 anunciou, nesta quarta-feira (1º), que não realizará o credenciamento para a operação de transporte de passageiros por motocicletas na cidade de São Paulo. A decisão foi oficializada durante uma reunião com o prefeito Ricardo Nunes, no Edifício Matarazzo, sede da administração municipal.

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Com a medida, a plataforma informou que concentrará sua atuação exclusivamente nos serviços de logística e delivery, como o 99 Entrega e o 99 Food.

A desistência ocorre em um momento de endurecimento das regras para o setor na capital paulista. O prefeito paulistano liderou o movimento para a proibição do serviço de mototáxi baseado em dados técnicos de segurança viária. A iniciativa de Nunes inspirou a legislação que disciplina o uso do sistema viário urbano para o transporte individual remunerado de passageiros por motos, estabelecendo normas rígidas para a operação.

Foco na segurança viária e saúde pública

A preocupação central da prefeitura com o serviço de transporte de passageiros em duas rodas reside no aumento dos índices de acidentes. Segundo o prefeito, a complexidade da cidade exige um controle rigoroso para proteger usuários, condutores e pedestres. Nunes ressaltou que o avanço dos sinistros envolvendo motociclistas gera impactos diretos na gestão pública e na rede hospitalar.

“Nossa preocupação é com a segurança do motoqueiro e do passageiro. Hoje temos um grande investimento no sistema de saúde também para atender vítimas de acidentes com motocicletas”, afirmou Ricardo Nunes durante o encontro. O chefe do Executivo municipal comemorou o entendimento da empresa sobre os riscos da modalidade no cenário atual da capital.

Novas parcerias e pontos de apoio

Apesar da saída do segmento de mototáxi, a 99 pretende estreitar os laços com a gestão municipal em outras frentes. O CEO da companhia, Simeng Wang, destacou que a empresa busca retomar o diálogo com a administração da maior cidade do país. O executivo apresentou propostas de parcerias que visam beneficiar tanto a população quanto os trabalhadores parceiros que já atuam na plataforma.

Entre as propostas discutidas está a implantação de pontos de apoio destinados aos motociclistas que realizam entregas. Essas estruturas são vistas como fundamentais para oferecer melhores condições de trabalho aos profissionais do setor logístico. Wang enfatizou que a empresa está aberta a realizar um trabalho conjunto com a prefeitura para desenvolver soluções que atendam às necessidades urbanas de São Paulo.

Contexto da regulamentação em São Paulo

A regulamentação do transporte por motocicletas em São Paulo tornou-se um tema central na mobilidade urbana devido aos altos custos sociais e financeiros dos acidentes. A lei atual, defendida pela gestão Nunes, busca mitigar o cenário de insegurança no trânsito, exigindo que as empresas interessadas em operar o serviço de transporte de pessoas cumpram protocolos rigorosos de segurança e treinamento.

Ao optar por não se credenciar para o transporte de passageiros, a 99 evita a operação sob as novas diretrizes restritivas, priorizando a segurança e a eficiência de seus braços de entrega. A decisão marca um novo capítulo na relação entre as empresas de aplicativos e a prefeitura, priorizando a infraestrutura de apoio ao trabalhador em detrimento da expansão para novas modalidades de transporte individual de passageiros.

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