
Brasil abateu mais bovino fêmea que macho, diz IBGE
Licia Rubinstein/IBGE
O abate de bovinos fêmeas superou o de machos pela primeira vez, desde 1997, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em pesquisa que traz dados trimestrais do setor da pecuária, divulgada no dia 10 de setembro.
Segundo o levantamento, no segundo trimestre de 2025, foram abatidas 10,46 milhões de cabeças de bovinos, uma alta de 3,9% em comparação com o mesmo período de 2024 e incremento de 5,5% frente ao registrado no trimestre imediatamente anterior.
O abate de fêmeas apresentou alta de 16,0% frente ao mesmo período de 2024, o que demonstra a continuação da tendência de aumento do consumo dessa categoria, ainda no primeiro semestre de 2025. A gerente da pesquisa, Angela Lordão, comentou o recorde registrado.
“O abate de fêmeas seguiu em crescimento e, apesar da sazonalidade esperada no período, atingiu o maior nível da série histórica da pesquisa, superando, pela primeira vez, a participação dos machos. O abate de animais jovens também foi recorde, especialmente novilhas, impulsionado pela demanda de exportação. Do total de fêmeas, 33,0% foram novilhas”, expôs Lordão.
De modo geral, o abate de 395,98 mil cabeças de bovinos a mais, entre machos e fêmeas, foi impulsionado por aumentos em 20 das 27 unidades da federação. O mês de maior atividade foi maio, quando foram abatidas 3,59 milhões de cabeças, 4,9% a mais do que no mesmo mês do ano anterior.
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