
Air France e Airbus serão julgadas novamente
Divulgação/Aeronáutica
O caso do acidente com o voo AF447 , da Air France, será reaberto na Justiça. A empresa, ao lado da Airbus, fabricante da aeronave , foram processadas e julgadas em 2023. Apesar de ter sido responsabilizadas na esfera civil, ambas foram inocentadas das acusações penais de homicídio culposo.
Entretanto, a Procuradoria-Geral recorreu das sentenças na intenção de “dar pleno efeito aos recursos previstos pela lei".
O novo julgamento deve durar até o final do ano “Os representantes das empresas dizem que entendem o que aconteceu, que estão arrependidos, mas que não são os responsáveis. Para eles é como se essa tragédia tivesse sido apenas um caso de má sorte”, afirmou o advogado Alain Jacubowicz, que representa uma parte da famílias..
Caso sejam condenadas, as empresas podem pagar multa de até 1,5 milhão de reais cada, mas é um valor visto como simbólico, sendo que as famílias da vítimas já foram indenizadas.
Relembre o caso
Em 1º de 2009, o avião AF447 saiu do Rio de Janeiro rumo a Paris. Durante, a noite, ele caiu no Oceano Atlântico e todos a bordo – os 216 passageiros e 12 membros da tripulação – morreram.
Ao todo, a aeronave levava pessoas de 33 nacionildades diferentes, sendo 58 brasileiros.
O último contato realizado com a tripulação foram mensagens de rotina enviadas aos controladores de terra brasileiros cerca de três horas após a decolagem.
As investigações concluíram que sensores de velocidade do Airbus A330 congelaram três horas após a decolagem, provocando uma série de falhas técnicas em cadeia. Os pilotos não conseguiram reagir à pane, e o avião perdeu contato com a torre de controle antes da queda fatal.
A Air France agora é acusada de não ter dado aos pilotos o treinamento necessário para lidarem com situações como essas, além de não ter fornecido informações para a tripulação.
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