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Alcolumbre pressiona Gilmar Mendes por gestos de apaziguação

Decisão ministro sobre impeachment abriu crise no Senado

CAIÃ MESSINA

04/12/2025 • 15:48 • Atualizado em 04/12/2025 • 15:48

Bastidores de Brasília
Davi Alcolumbre, presidente do Senado

Davi Alcolumbre, presidente do Senado

Carlos Moura/Agência Senado

O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, ligou ontem para o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, em uma conversa que durou cerca de meia hora, demonstrando a gravidade da crise entre os Poderes.

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Alcolumbre, que mantém uma boa relação com o ministro, classificou o clima no Senado como "péssimo" após a decisão de Mendes. Segundo o presidente da Casa, se "não houver gestos de apaziguaçao" após o julgamento sobre o impeachment de ministros do STF, "será impossível não esperar uma reação do Legislativo".

Gilmar Mendes, por sua vez, defendeu sua posição, afirmando que a decisão tomada foi "técnica". Ele acenou com a possibilidade de um entendimento, dizendo que "até o julgamento do dia 12/12, haverá um caminho para a reconciliação". O ministro, contudo, citou o volume de pedidos na mesa de Alcolumbre: 81 pedidos de impeachment.

STF busca "caminho do meio" diante da pressão

Nos bastidores do STF, os ministros esperam o que definiram como "um caminho do meio" para gerenciar a crise desencadeada após a decisão de Gilmar Mendes.

Há uma "pressão forte" para a manutenção da liminar, considerando a proximidade do ano eleitoral. Contudo, os ministros admitem que "a tese proposta pelo ministro não é imutável".

Em conversas reservadas, membros da Corte reconhecem que o clima desfavorável com o Poder Legislativo pode propiciar uma decisão alternativa. Os ministros devem conversar separadamente com Gilmar Mendes em consultas informais ao longo dos próximos dias.

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