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Além de “El Mencho”, oito criminosos morreram em confronto no México

Também morreram um agente penitenciário do presídio de Puente Grande, um comandante da promotoria estadual e, ao todo, 30 integrantes do CJNG

LEANDRO SANT'ANA

23/02/2026 • 14:26 • Atualizado em 23/02/2026 • 14:26

O governo do México detalhou, em coletiva de imprensa, a operação de segurança contra integrantes do Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG) que resultou em confrontos armados, mortes e bloqueios em diferentes regiões do país. As informações foram divulgadas pela presidente Claudia Sheinbaum ao lado do secretário da Defesa Nacional, general Ricardo Trevilla Trejo, que apresentou os dados operacionais.

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Segundo Trevilla Trejo, o setor de inteligência localizou o paradeiro de Nemesio Oseguera Cervantes, o El Mencho, líder do CJNG, após identificar movimentações ligadas ao seu entorno. A presença dele foi confirmada em uma propriedade protegida por seguranças, o que levou ao planejamento da ação.

Durante a operação, forças federais cercaram a área enquanto aeronaves davam apoio. O secretário afirmou que a equipe de segurança do líder do cartel abriu fogo contra os militares, desencadeando um confronto armado no qual oito criminosos morreram.

De acordo com o relato oficial, El Mencho deixou o local acompanhado por seguranças, entrando em uma área de mata onde houve novos tiroteios. Durante a fuga, um helicóptero das forças de segurança foi atingido por disparos de armamento pesado. Dois escoltas morreram e outros integrantes ficaram feridos, incluindo o próprio chefe do grupo, que foi transportado por helicóptero.

Defesa confirma morte de “El Tuli”

O secretário Ricardo Trevilla Trejo também confirmou a morte de Hugo H., conhecido como “El Tuli”, apontado como operador financeiro e braço direito do CJNG. Segundo ele, o suspeito tinha papel estratégico na organização criminosa e atuava na coordenação de bloqueios e ações logísticas do grupo.

El Tuli foi localizado enquanto se deslocava em um veículo e morreu após confronto com tropas federais. Com ele foram apreendidos armamento e grandes quantias em dinheiro, incluindo milhões de pesos e centenas de milhares de dólares.

Ataques, mortos e reforço do Exército

O balanço divulgado pelas autoridades mexicanas aponta 70 pessoas detidas e 27 ataques contra autoridades em sete estados, além de 85 bloqueios em rodovias federais e outros em áreas urbanas.

Em Jalisco, foram registradas mortes de 25 integrantes da Guarda Nacional em diferentes ataques. Também morreram um agente penitenciário do presídio de Puente Grande, um comandante da promotoria estadual e 30 integrantes do CJNG.

Diante da escalada da violência, o governo reforçou a presença do Exército em Jalisco com 2.500 soldados adicionais, elevando para 9.500 militares o efetivo na região — número considerado histórico pelas autoridades.

O nível máximo de alerta, conhecido como “código vermelho”, permanece ativo. Em Guadalajara, postos de combustível e diversos comércios permaneceram fechados por receio de novos ataques. Em Puerto Vallarta, integrantes do CJNG incendiaram dezenas de carros e lojas. Cerca de 30 veículos foram queimados só em um estacionamento.

A presidente Claudia Sheinbaum também negou informações falsas que circularam nas redes sociais, afirmando que não precisou se esconder em bunker e que um vídeo divulgado na internet corresponde à cidade de Guaymas.

O governo mexicano informou que as operações continuam e que as forças federais seguem mobilizadas para restabelecer a segurança nas regiões afetadas.

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