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Não é normal um ministro ter agenda com anotações golpistas, diz Moraes sobre Augusto Heleno

Na leitura do voto, Alexandre de Moraes pontuou que não consegue entender como alguém pode achar normal, em uma democracia, uma agenda golpista

da redação
DA REDAÇÃO

09/09/2025 • 10:32 • Atualizado em 09/09/2025 • 10:32

Moraes

Moraes

Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou, em julgamento do núcleo 1 da trama golpista, que não é normal um ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) ter uma agenda com anotações golpistas ao citar o general Augusto Heleno.

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“A Polícia Federal apreendeu a agenda de Augusto Heleno Ribeiro Pereira, que possuía várias anotações feitas pelo réu. Consistentes em diretrizes estratégicas, dentre as quais foram listadas ações a serem implementadas pela organização criminosa, inclusive sobre o estabelecimento de uma desinformação sobre urnas eletrônicas para descredibilizar o sistema eletrônico eleitoral brasileiro”, disse Moraes.

“Não é razoável achar normal um general Quatro Estrelas, ministro do GSI, ter uma agenda com anotações golpistas, ter uma agenda preparando a execução de atos para deslegitimar as eleições, para deslegitimar o poder judiciário e para se perpetuar no poder”, acrescentou o ministro da Suprema Corte.

Na leitura do voto, Alexandre de Moraes pontuou que não consegue entender como alguém pode achar normal, em uma democracia, uma agenda golpista

“Identificou-se ainda na agenda anotações redigidas com tópicos relacionados a fraudes pré-programadas, mecanismos utilizados para a realização de fraudes e escritório que vende algoritmos. Fraude pré-programada, mecanismo usado para fraudar, escritório vende algoritmos, TSE, milhões de votos de eleitores, o que demonstra que desde esse primeiro ato executório já se pretendia a contratação de hackers, que na sequência nós veremos, e que hoje se encontra preso”, finalizou.