
Moraes
Agência Brasil
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou, em julgamento do núcleo 1 da trama golpista, que não é normal um ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) ter uma agenda com anotações golpistas ao citar o general Augusto Heleno.
“A Polícia Federal apreendeu a agenda de Augusto Heleno Ribeiro Pereira, que possuía várias anotações feitas pelo réu. Consistentes em diretrizes estratégicas, dentre as quais foram listadas ações a serem implementadas pela organização criminosa, inclusive sobre o estabelecimento de uma desinformação sobre urnas eletrônicas para descredibilizar o sistema eletrônico eleitoral brasileiro”, disse Moraes.
“Não é razoável achar normal um general Quatro Estrelas, ministro do GSI, ter uma agenda com anotações golpistas, ter uma agenda preparando a execução de atos para deslegitimar as eleições, para deslegitimar o poder judiciário e para se perpetuar no poder”, acrescentou o ministro da Suprema Corte.
Na leitura do voto, Alexandre de Moraes pontuou que não consegue entender como alguém pode achar normal, em uma democracia, uma agenda golpista
“Identificou-se ainda na agenda anotações redigidas com tópicos relacionados a fraudes pré-programadas, mecanismos utilizados para a realização de fraudes e escritório que vende algoritmos. Fraude pré-programada, mecanismo usado para fraudar, escritório vende algoritmos, TSE, milhões de votos de eleitores, o que demonstra que desde esse primeiro ato executório já se pretendia a contratação de hackers, que na sequência nós veremos, e que hoje se encontra preso”, finalizou.
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