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Apoiadores de Jair Bolsonaro no Congresso criticam prisão do ex-presidente

O ministro Alexandre de Moraes determinou a medida após Bolsonaro descumprir medidas cautelares

Da Redação
DA REDAÇÃO

04/08/2025 • 19:21 • Atualizado em 04/08/2025 • 19:21

Apoiadores de Jair Bolsonaro foram às redes sociais criticar a decretação da prisão domiciliar do ex-presidente. Políticos atacaram o ministro do STF, Alexandre de Moraes, que decretou a medida após Bolsonaro descumprir medidas cautaleres que estavam impostas contra ele.

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O presidente do Partido Popular (PP), Ciro Nogueira, que foi minsitro da Casa Civil no governo Bolsonaro, disse que hoje é “um dia triste para dezenas de milhões de brasileiros".

“A prisão domiciliar do presidente Bolsonaro, antes mesmo do julgamentp, é um fato jurídico com que ninguém pode concordar. Ainda acredito que a Justiça irá prevalecer no final”, afirmou o político.

Já o deputado Nikolas Ferreira chamou a situação de várzea. “Motivo: corrupção? Rachadinha? Desvio de bilhões? Roubou o INSS? Não. Seus filhos postaram conteúdo dele nas redes sociais. Que várzea”, afirmou o deputado.

Já o líder do PL na câmara, Sóstenes Calvante, disse que a “acabou a democracia no Brasil”.

“Não há mais instituições, há tiranos com toga. Eleição sem Bolsonaro é golpe!”, reclamou o deputado.

O deputado federal Luciano Zucco foi na mesma linha e disse que, com a decisão, o Brasil “Não é mais uma democracia”.

Já Michelle Bolsonaro, mulher de Bolsonaro, apelou para uma frase bíblica: “E o céus anunciarão sua justiça: pois Deus mesmo é o juiz”.

Confira algumas das manifestações:

Decisão de Alexandre de Moraes

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), reafirmou nesta segunda-feira (4) que a "Justiça é cega, mas não é tola". A frase foi usada pelo ministro para fundamentar a decisão que decretou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.

"Conforme tenho afirmado reiteradamente, a Justiça é cega, mas não é tola. A Justiça não permitirá que um réu a faça de tola, achando que ficará impune por ter poder político e econômico", afirmou.

Moraes também reforçou que Bolsonaro descumpriu a medida cautelar que o impedia de usar redes sociais.

"A Justiça é igual para todos. O réu que descumpre deliberadamente as medidas cautelares - pela segunda vez- deve sofrer as consequências legais", completou.

No mês passado, Moraes determinou diversas medidas cautelares contra Bolsonaro, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica e restrição ao uso de redes sociais, incluindo perfis de terceiros.

Na decisão proferida hoje, o ministro destacou que Flávio Bolsonaro e outros dois filhos do ex-presidente, Carlos e Eduardo, publicaram em suas redes sociais postagens de agradecimento de Bolsonaro aos apoiadores que compareceram aos atos realizados ontem (3). Dessa forma, segundo Moraes, houve descumprimento das restrições determinadas anteriormente.