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Após ataques, Líbano atinge a marca de 1 milhão de civis deslocados

Dado representa cerca de 18% da população libanesa que está migrando para outras regiões

Da redação
DA REDAÇÃO

17/03/2026 • 09:15 • Atualizado em 17/03/2026 • 09:15

Sonia Blota
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Pessoas deslocadas após a escalada de tensões entre o Hezbollah e Israel, em meio ao conflito entre os EUA e Israel com o Irã.

Pessoas deslocadas após a escalada de tensões entre o Hezbollah e Israel, em meio ao conflito entre os EUA e Israel com o Irã.

REUTERS/Mohamed Azakir

Décimo oitavo dia de guerra. As explosões continuam por todo o Oriente Médio. Começou, na madrugada desta terça-feira (17), outra onda de bombardeios pesados sobre tudo. O clima é de terror e não há sinais de desescalada. O Líbano acaba de atingir a marca de um milhão de deslocados, o que representa cerca de 18% de sua população.

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O país foi envolvido na guerra depois que a milícia xiita Hezbollah atacou Israel em retaliação à morte do líder supremo iraniano. Beirute e o sul do país continuam sob bombardeios intensos. Israel convocou 450 mil reservistas e anunciou incursões terrestres no país, que receia uma invasão em larga escala. Já são mais de 800 mortos, entre eles pelo menos cem crianças.

Além dessa tragédia humanitária, o mundo todo sente os efeitos dessa guerra. O preço do petróleo hoje sobe mais 4 por cento e continua em torno de 100 dólares o barril. O risco de uma escalada mundial da inflação é real. O Brasil já sente o aumento dos preços dos combustíveis e, agora, a dúvida é quanto — e se — o COPOM vai baixar os juros estratosféricos na reunião que começa hoje e termina nesta quarta.

Os ataques de Teerã ao Golfo continuam a instalações petrolíferas, portos, aeroportos e bases americanas. Estes ataques têm como objetivo desestabilizar a economia mundial. O grande problema é que mísseis e drones abatidos têm caído em áreas residenciais e atingido civis. Nesta manhã, mais uma pessoa morreu nos Emirados Árabes.

A guerra também escala no Iraque, com o exército iraniano mirando bases e embaixadas americanas, mas também hotéis e escritórios com delegações internacionais têm sido atingidos. Apesar do sistema antimísseis de Israel, as sirenes tocam o tempo todo em Jerusalém e Tel Aviv, e explosões acontecem no território israelense.

Movimentações políticas e militares

O governo de Benjamin Netanyahu continua em uma verdadeira caçada aos líderes do regime dos aiatolás. Essa manhã, a mídia israelense anuncia que o homem forte do regime, Ali Larijani, foi alvo de um ataque; mas não há confirmação se ele está vivo ou morto.

O Estreito de Ormuz continua sob o poder iraniano, que só deixa passar alguns navios, como os chineses e indianos. Donald Trump, que apelou para uma força naval internacional para a liberação do estreito, está encontrando revés. A Europa não quer entrar na guerra. As palavras do chanceler alemão, Friedrich Merz, definem bem o pensamento europeu: "Essa não é uma guerra nem da Europa e nem da OTAN".

Trump continua dizendo que, se a Europa não ajudar no conflito, isso terá consequências para a Aliança do Atlântico Norte. Lembrou também que, nas últimas quatro décadas, os EUA ajudaram o continente.

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