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Ciclone bomba: quais regiões têm previsão de ventos fortes em SP?

Fenômeno meteorológico coloca maioria das regiões administrativas em alerta vermelho da Defesa Civil

Da redação
DA REDAÇÃO

07/08/2026 • 09:38 • Atualizado em 07/08/2026 • 09:38

Ciclone

Ciclone

Reprodução/Inmet

A chegada de um ciclone extratropical na região Sul do país deve gerar rajadas de vento de até 100 km/h no estado de São Paulo, colocando em alerta vermelho (risco muito alto) nove das 16 regiões administrativas do estado:

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Veja as regiões:

  • Marília;
  • Bauru;
  • Itapeva;
  • Registro;
  • Sorocaba;
  • Campinas;
  • Santos;
  • Vale do Paraíba e Litoral Norte;
  • Região Metropolitana.

As outras regiões estão classificadas em alerta laranja (risco alto):

  • Araçatuba;
  • Araraquara;
  • Barretos;
  • Franca;
  • Presidente Prudente;
  • Ribeirão Preto;
  • São José do Rio Preto.

Segundo o meteorologista da Defesa Civil de São Paulo, William Minhoto, o ciclone vai chegar ao estado como uma frente fria, mas os ventos nesta sexta-feira (7) serão fortes, podendo chegar até 100 km/h. No sábado, o fenômeno começa a perder força.

Além dos ventos, há previsão de pancadas de chuva e descargas elétricas. A combinação desses fenômenos pode aumentar os riscos à população e provocar transtornos em diferentes regiões do estado.

Uma das regiões com previsão de ventos fortes e maior risco no estado deve ser a Baixada Santista. A serra do mar, explica Minhoto, impede a ascensão dos ventos, funcionando como um refletor que pode aumentar ainda mais a intensidade da ventania.

Ciclone bomba

O ciclone é chamado de “bomba” pela característica do fenômeno de ganhar intensidade muito rapidamente, por conta da perda de pressão atmosférica.

“Um ciclone normalmente se mantém durante dois ou três dias na mesma pressão. Esse sistema, porém, teve uma queda acentuada de pressão atmosférica em menos de 24 horas, o que significa que ele terá intensidade mais alta que um ciclone normal”, diz o meteorologista William Minhoto.

Por consequência, os modelos matemáticos apontam que os efeitos do fenômeno que se formou na região Sul deve atravessar o Oceano Atlântico e chegar até a África do Sul.