
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, deixa CDP de Guarulhos
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O presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, deixou o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo, neste sábado (29) após decisão do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região.
A decisão da desembargadora Solange Salgado da Silva também determinou a soltura de outros quatro sócios do Banco Master.
Imagens registradas pela reportagem do Grupo Bandeirantes mostram o momento em que o presidente do Banco Master deixa o presídio (veja abaixo).
Daniel Vorcaro e os sócios Augusto Ferreira Lima, Luiz Antonio Bull, Alberto Feliz de Oliveira e Angelo Antonio Ribeiro da Silva vão usar tornozeleira eletrônica e estão proibidos de exercer atividades no setor financeiro, de ter contato com outros investigados e de sair do país.
“Reanalisando o caso à luz dos fatos novos e da documentação superveniente apresentada nos pedidos de reconsideração, verifico que não mais subsistem os requisitos para a manutenção da medida cautelar pessoal extrema, sendo atualmente cabível a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares diversas. Embora inegável a gravidade dos fatos e o vultoso montante financeiro envolvido, verifica-se que a substituição da prisão por um conjunto de medidas cautelares robustas, mostra-se suficiente para, atualmente, acautelar o meio social, prevenir eventual reiteração delitiva, garantir a ordem econômica, garantir o regular prosseguimento da persecução penal e coibir o risco de fuga”, disse a decisão.
O presidente do Banco Master foi preso pela Polícia Federal em 17 de novembro ao tentar embarcar para o exterior em seu jatinho particular no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.
Operação Compliance Zero
A ação da Polícia Federal foi deflagrada visando combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o Sistema Financeiro Nacional.
Ao todo, os agentes cumpriram cinco mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e outros 25 de busca e apreensão, além de medidas cautelares, nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e no Distrito Federal.
A operação é um desdobramento de investigações que tiveram início em 2024, após requisição do Ministério Público Federal, para investigar a possível fabricação de carteiras de crédito insubsistentes por uma instituição financeira.
Os títulos, segundo a investigação da Polícia Federal, teriam sido vendidos a outros bancos e, após fiscalização do Banco Central, substituídos por outros ativos sem avaliação técnica adequada.
Estão sendo investigados os crimes de gestão fraudulenta, gestão temerária, organização criminosa, entre outros.
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