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Após pedido de transferência de Fux, como ficam as Turmas no STF?

Segundo o regimento interno do STF, os ministros podem pedir transferências entre as turmas, desde que haja vaga em outra. Decisão cabe ao presidente Edson Fachin

Da redação
DA REDAÇÃO

22/10/2025 • 09:25 • Atualizado em 22/10/2025 • 09:25

Fux

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Gustavo Moreno/STF

O ministro Luiz Fux pediu para ser transferido da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). O pedido foi feito na tarde desta terça-feira (21), durante julgamento do núcleo 4 da trama golpista.

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Integrante do colegiado responsável pelo julgamento das ações penais da trama golpista, Fux enviou ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, um ofício demonstrando o interesse em realizar a mudança.

Segundo o regimento interno da Suprema Corte, os ministros podem pedir transferências entre as turmas, desde que haja vaga em outra.

"O ministro de uma Turma tem o direito de transferir-se para outra onde haja vaga; havendo mais de um pedido, terá preferência o do mais antigo", diz trecho do artigo 19 do regimento interno do STF. A decisão sobre a mudança cabe ao presidente da Corte, que não participa das Turmas.

A vaga na Segunda Turma foi aberta com a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso. Se estivesse permanecido na Corte, Barroso deveria ocupar uma vaga nesse colegiado.

Veja a atual composição das Turmas do STF:

Primeira Turma

  • Ministro Flávio Dino - Presidente
  • Ministra Cármen Lúcia
  • Ministro Luiz Fux
  • Ministro Alexandre de Moraes
  • Ministro Cristiano Zanin

Segunda Turma

  • Ministro Gilmar Mendes - Presidente
  • Ministro Dias Toffoli
  • Ministro Edson Fachin
  • Ministro Nunes Marques
  • Ministro André Mendonça

Mesmo com o pedido para trocar a Primeira pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Luiz Fux poderá participar dos próximos julgamentos sobre a trama golpista. Existe a possibilidade de Fux combinar com o presidente da Primeira Turma, ministro Flávio Dino, a mudança de colegiado, mas com retornos excepcionais para votar nesse tema.

Nesta terça-feira (21), o ministro Luiz Fux Em seu voto para anular julgamento do 'núcleo das fake news'. Durante o voto, ele disse sobre a "incompetência absoluta do STF para analisar o caso" e declarou divergência quanto ao entendimento do relator.

Ele foi o primeiro a discordar do relator, Alexandre de Moraes, no julgamento dos réus que integram o núcleo 4, responsável pela criação e difusão de fake news sobre as urnas eletrônicas para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder.

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