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Ataques de Israel a depósitos de combustível afetam abastecimento em Teerã

Uma cortina de fumaça densa e escura pairou sobre Teerã neste domingo (8), escurecendo a capital em pleno dia

Da redação
DA REDAÇÃO

09/03/2026 • 07:01 • Atualizado em 09/03/2026 • 07:09

Ataque em Teerã, no Irã

Ataque em Teerã, no Irã

Majid Asgaripour/WANA

A distribuição de combustíveis em Teerã sofreu uma interrupção momentânea após investidas de Israel contra quatro armazéns de estocagem e um polo logístico na capital do Irã e arredores. De acordo com Mohammad Sadegh Motamedian, prefeito da cidade, as incursões causaram danos à malha de suprimento, resultando na suspensão do abastecimento.

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Uma cortina de fumaça densa e escura pairou sobre Teerã neste domingo (8), escurecendo a capital em pleno dia. Deflagrações desse tipo têm o potencial de espalhar compostos químicos tóxicos e diversos contaminantes perigosos.

Israel executou o bombardeio contra os centros de combustível — marcando a primeira vez que sua aviação focou nesse tipo de infraestrutura durante o conflito — sob a justificativa de que eram utilizados pelas forças militares do Irã. As operações aéreas israelenses também alcançaram depósitos na localidade vizinha de Karaj, gerando imensas colunas de fogo.

As forças armadas iranianas alertaram que revidarão contra complexos petrolíferos da região caso Israel mantenha os ataques à sua infraestrutura de energia.

O comando militar de Israel afirmou ter atingido também a sede da "unidade espacial" da Guarda Revolucionária Iraniana em Teerã. Informou, ainda, ter neutralizado um centro que operava na recepção, transmissão e estudos da Agência Espacial do Irã.

Resposta

O Irã reagiu enviando uma série de drones e mísseis em direção ao Golfo Pérsico e a Israel, sendo que alguns atingiram estruturas civis essenciais, como uma planta de dessalinização na ilha do Bahrein. As nações do Golfo dependem quase totalmente desses sistemas para obter água potável.

Abbas Araghchi, ministro das Relações Exteriores do Irã, declarou que a investida contra a usina no Bahrein só ocorreu após os EUA atacarem uma planta de dessalinização iraniana na ilha de Qeshm, prejudicando o acesso à água de 30 comunidades. "O precedente foi estabelecido pelos EUA, não pelo Irã", postou ele em suas redes sociais.

Sétima morte de militar americano

No domingo, o Pentágono comunicou o falecimento de um sétimo soldado americano, uma semana após ele ter sido atingido em um bombardeio iraniano contra uma base na Arábia Saudita que abrigava contingente dos Estados Unidos.

Já a Arábia Saudita contabilizou suas primeiras vítimas civis: dois estrangeiros residentes — um indiano e um bengali — morreram e outros 12 cidadãos de Bangladesh ficaram feridos após a queda de um "artefato militar" sobre sua habitação na região de Kharj, conforme dados da defesa civil local. Os imigrantes estão entre os grupos mais vulneráveis aos ataques do Irã nos Estados do Golfo. (Com agências internacionais)