
Rússia retoma ataques na Ucrânia: cinco mortos na madrugada deste sábado (28)
Alexander Ermochenko/Reuters
A Ucrânia enfrentou uma madrugada violenta neste sábado (28). De acordo com autoridades locais, a Rússia lançou uma ofensiva coordenada com 273 drones contra diversas regiões do país. O balanço preliminar aponta que o ataque resultou na morte de pelo menos cinco pessoas. A Força Aérea ucraniana informou que, apesar da intensidade do bombardeio, os sistemas de defesa e bloqueio eletrônico conseguiram interceptar 252 mísseis e drones antes que atingissem os alvos principais.
Alvos civis e infraestrutura
Em Odessa, cidade portuária estratégica no Mar Negro, o cenário é de destruição. Segundo Serhii Lysak, chefe regional, os projéteis atingiram casas particulares e uma maternidade. O presidente Volodymyr Zelenskyy utilizou suas redes sociais para condenar a ação, afirmando que "não houve propósito militar" e que a infraestrutura comercial e portuária também foi seriamente danificada.
Já em Kryvyi Rih, cidade natal de Zelenskyy, um drone russo atingiu uma instalação industrial. O chefe regional Oleksandr Gandzha confirmou a morte de dois homens e outros dois feridos no incidente ocorrido nesta manhã.
Diplomacia de guerra: aliança com estados árabes
Enquanto o país lida com os danos internos, Zelenskyy realizou uma visita não anunciada aos Emirados Árabes Unidos. O movimento sinaliza uma nova fase da estratégia ucraniana: exportar sua experiência no combate a drones para países do Golfo que enfrentam ameaças similares vindas do Irã.
Zelenskyy reuniu-se com o presidente emirático, Mohamed bin Zayed Al Nahyan, para discutir a segurança regional e o impacto da guerra no mercado global de energia. "Discutimos a situação de segurança, os ataques iranianos e o bloqueio do Estreito de Hormuz, que afeta o mercado global de petróleo", declarou o líder ucraniano no X (antigo Twitter).
Cooperação em cinco países
Na última semana, o governo ucraniano revelou que já está auxiliando cinco nações do Oriente Médio — Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Kuwait e Jordânia — a neutralizar ataques de drones em seus territórios. A parceria busca conter a influência tecnológica de Teerã, que tem fornecido armamentos utilizados pela Rússia no conflito no leste europeu.
Com informações da Agência Estado
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