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Atos contra PEC da Blindagem, hoje, terão Caetano, Gil, Chico e Mercury

Artistas como Anitta, Alcione e Alceu Valença também declararam apoio às manifestações contra a PEC da Blindagem, que acontecem em capitais de todas as regiões do país

Édrian Santos
ÉDRIAN SANTOS

21/09/2025 • 09:22 • Atualizado em 21/09/2025 • 09:22

Caetano Veloso, Gilberto Gil e Chico Buarque participam de ato contra PEC da Blindagem

Caetano Veloso, Gilberto Gil e Chico Buarque participam de ato contra PEC da Blindagem

Reprodução/Instagram/@midianinja

Em várias cidades do país, movimentos de esquerda organizaram atos contra a chamada PEC da Blindagem, uma proposta de emenda constitucional aprovada na Câmara que prevê a proteção de parlamentares que cometeram crimes ante determinações da Justiça. Na prática, deputados e senadores só poderão ser alvos de prisão e medidas cautelares mediante à autorização das casas legislativas.

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Na manifestação do Rio de Janeiro, participam Chico Buarque, Gilberto Gil e Caetano Veloso, com concentração será às 14h, na Praia de Copacabana. Em São Paulo, no mesmo horário, o ato será em frente ao Masp, na Avenida Paulista. Pela manhã, em Salvador, Daniela Mercury e Wagner Moura são presenças confirmadas no Morro do Cristo.

No último sábado (20), a deputada federal Erika Hilton (Psol) fez uma publicação onde os atos acontecerão, em capitais de todas as regiões. Outros artistas, como Anitta, Alcione, Alceu Valença e Chico César, declararam apoio às manifestações contra a PEC da Blindagem.

A aprovação foi condenada por diversos segmentos sociais, inclusive da direita. O deputado Kim Kataguiri (União Brasil), por exemplo, assinou o Supremo Tribunal Federal (STF) contra a manobra do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), de chamar nova votação para incluir o voto secreto na PEC.

Críticos da PEC destacam que o crime organizado por se beneficiar da medida, visto que facções, a exemplo do PCC e Comando Vermelho, tendem a se infiltrar nas câmaras municipais, assembleias legislativas dos estados e até Congresso Nacional.

Já os apoiadores da proposta argumentam que a PEC garante as prerrogativas dos parlamentares, estes, supostamente, vítimas de perseguição política do STF.

Com a aprovação na Câmara, o texto foi para o Senado, onde a resistência para votação é maior. O relator da PEC, o senador Alessandro Vieira (MDB), já informou que recomendará a rejeição da medida.