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Aumento de vírus respiratórios no exterior motiva alerta para vacinação

Organização Pan-americana de Saúde alerta para alta de casos na Europa, Ásia e América do Norte; especialistas recomendam imunização 15 dias antes do embarque

Da redação
DA REDAÇÃO

20/01/2026 • 19:50 • Atualizado em 20/01/2026 • 19:50

Aumento de doenças respiratórias reforça necessidade de vacinação

Aumento de doenças respiratórias reforça necessidade de vacinação

Reprodução/Band

O aumento na circulação de vírus de doenças respiratórias em diversas regiões do Hemisfério Norte acende um alerta para brasileiros com viagens agendadas para o exterior. Com a temporada de inverno na Europa, Ásia e América do Norte, a Organização Pan-americana de Saúde (OPAS) emitiu um comunicado mundial reforçando que a circulação da influenza e de outros agentes patogênicos começou mais cedo este ano. A recomendação das autoridades de saúde é clara: a vacinação é a estratégia fundamental para prevenir complicações e evitar a sobrecarga dos sistemas hospitalares.

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A preocupação atinge diretamente turistas que planejam férias em destinos populares, como os Estados Unidos. É o caso da farmacêutica Caroline Prochaska, que buscou a dose de reforço contra a gripe para o filho antes de embarcar para a Disney.

A decisão foi motivada pelo cenário epidemiológico norte-americano, onde a explosão de casos de gripe tem sido monitorada com rigor. Para os viajantes, contrair a doença durante o período de lazer representa não apenas um risco à saúde, mas o comprometimento de todo o planejamento e investimento da viagem.

Recomendações médicas e cuidados preventivos

O médico da Secretaria Municipal de Saúde, Alcides Oliveira, reforça que a alta circulação desses vírus exige que o passageiro esteja devidamente protegido antes de deixar o Brasil. De acordo com os protocolos sanitários, o ideal é que a vacina seja aplicada pelo menos 15 dias antes da data do embarque. Esse é o tempo necessário para que o imunizante estimule a produção de anticorpos e garanta a eficácia da proteção no organismo do viajante.

A atenção deve ser redobrada para os chamados grupos de risco, que incluem idosos, crianças, gestantes e indivíduos com doenças crônicas. Nestes perfis, as doenças respiratórias podem evoluir rapidamente para quadros graves, exigindo internação.

Além da imunização, a adoção de medidas de higiene pessoal permanece como uma barreira eficaz contra a transmissão. Segundo a otorrinolaringologista Ana Paula Chornobay Pereira, hábitos simples fazem a diferença em ambientes de grande circulação, como aeroportos e pontos turísticos. A médica recomenda a lavagem frequente das mãos, o uso de álcool em gel e, sempre que possível, evitar locais com aglomerações excessivas para reduzir a exposição aos vírus circulantes.