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Bancada do PDT na Câmara decide deixar base do governo após saída de Lupi

Deputados afirmam que tomarão posição "independente"; bancada do senado segue na base do governo

Da Redação
DA REDAÇÃO

06/05/2025 • 15:32 • Atualizado em 06/05/2025 • 15:32

Mário Heringer, líder do PDT na Cãmara

Mário Heringer, líder do PDT na Cãmara

Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O PDT anunciou que deixará a base do governo na Câmara dos Deputados após a saída de Carlos Lupi do ministério da Previdência. Entretanto, a liderança do partido destacou que não pretende entrar para a oposição e que votará de forma “independente”. Já a bancada do PDT no Senado, com três senadores, decidiu por permanecer na base do governo.

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“Vamos fazer o que nos tivermos vontade em benefício do país e dos Estados”, afirmou o líder do partido. Não entramos em caminho de vingança, nossa posição é de independência", afirmou o líder do partido na Câmara, Mário Heringer, em entrevista coletiva a jornalistas.

O deputado disse ainda que os parlamentares, que são 17 na Câmara, deverão analisar projeto a projeto para definirem se votam com o governo e afirmou que não descarta um retorno à base.

“As atitudes do governo vão dizer se a gente pode voltar, não há uma condição”, destacou.

Heringer disse ainda que os deputados não tem “afinidade” com a oposição, mas descartou que a bancada assine pedidos como o da CPMI das fraudes no INSS, sob a condição de que o escopo da investigação seja ampliado para 2019, que é o ano em que a Polícia Federal afirma que os descontos começaram.

"[Desde que seja possível] convocar ministros e secretários do governo anterior, com nomes citados no inquérito, e indicação expressa para que a Polícia Federal faça uma apuração a partir de tal data”, ressaltou.

Bancada do PDT no Senado segue com Lula

Por decisão unânime da bancada no Senado, os parlamentares do PDT decidiram por permanecer na base governista. São eles: Ana Paula Lobato (MA), Leila Barros (DF) e Weverton Rocha (MA).

"A decisão foi tomada tendo por base a afinidade da bancada com o governo tanto no projeto de desenvolvimento para o Brasil, como na maioria das pautas no Senado. A bancada do Senado respeita a posição da bancada na Câmara dos Deputados e, embora tenha um posicionamento diferente, reitera que o partido segue unido em defesa dos ideais trabalhistas", explicou o senador Weverton Rocha em comunicado.

Saida de Lupi e escândalo no INSS

Carlos Lupi deixou o ministério da Previdência após ter sua atuação à frente da pasta criticada diante do escândalo de fraudes que foi apurado pela PF. Lupi ficou no meio do fogo cruzado depois da Operação Sem Desconto, que desmontou um esquema que causou prejuízo de até R$ 6,3 bilhões em aposentadorias e pensões entre 2019 e 2024. A operação resultou na queda do então presidente do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), Alessandro Stefanutto, e tem outros outros cinco servidores na mira sob suspeita de envolvimento. Stefanutto foi demitido pelo presidente Lula.