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Banco Master: Saiba quem são os executivos chamados para depor no STF

Os depoimentos serão feitos por videoconferência e têm como objetivo esclarecer as operações financeiras ligadas ao Banco Master e ao Banco de Brasília

Da redação
DA REDAÇÃO

26/01/2026 • 09:48 • Atualizado em 26/01/2026 • 09:48

Resumo

Inquérito da Polícia Federal prossegue com depoimentos de oito executivos ligados ao Banco Master e ao Banco de Brasília (BRB), realizados por videoconferência no Supremo Tribunal Federal, com objetivo de esclarecer operações financeiras e a crise de liquidez dessas instituições.

Execução dos depoimentos envolve nomes como Dário Oswaldo Garcia Junior (BRB), André Felipe de Oliveira Seixas Maia (empresa investigada), Henrique Souza e Silva Peretto (empresário) e Alberto Felix de Oliveira (Banco Master), e ocorre sob jurisdição do STF devido à suspeita de envolvimento do deputado federal João Carlos Bacelar (PL); caso participação do parlamentar não seja confirmada, processo pode ser remetido à primeira instância, sendo o ministro Dias Toffoli o relator responsável.

Situação financeira do Banco Master permanece crítica, sendo saneada pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), enquanto Daniel Vorcaro, dono do banco, admitiu à PF problemas de liquidez e dificuldades para cumprir compromissos imediatos.

A Polícia Federal dará continuidade ao inquérito com uma série de oitivas, nesta segunda-feira (26), marcadas para ocorrer no Supremo Tribunal Federal (STF). Os depoimentos serão feitos por videoconferência e têm como objetivo esclarecer as operações financeiras ligadas ao Banco Master e ao Banco de Brasília. Oito executivos estão na lista dos depoentes, veja quem são os primeiros a depor:

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  • Dário Oswaldo Garcia Junior, diretor financeiro do BRB (Banco de Brasília)
  • André Felipe de Oliveira Seixas Maia, diretor de uma empresa investigada no esquema
  • Henrique Souza e Silva Peretto, empresário
  • Alberto Felix de Oliveira, superintendente-executivo de tesouraria do Banco Master
  • Robério Cesar Bonfim Mangueira, superintendente de Operações Financeiras do BRB
  • Angelo Antonio Ribeiro da Silva, sócio do Banco Master
  • Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco

Os outro quatro executivos listados como depoentes serão ouvidos ao longo da semana, conforme a sequência definida pela Polícia Federal.

Oitivas na PF

A Polícia Federal busca entender a complexa teia de relações que levou o Banco Master a uma crise de liquidez e suas tentativas de negociação com instituições públicas. Os oito executivos convocados deverão explicar detalhes sobre a gestão do banco e as tratativas com o BRB.

O caso está sob a jurisdição do Supremo devido à suspeita de envolvimento de autoridade com foro privilegiado: o deputado federal João Carlos Bacelar (PL).

No entanto, investigadores apontam que, caso fique comprovado que o parlamentar não está no centro das irregularidades, o STF pode enviar o processo para a primeira instância da Justiça Federal.

O relator do caso no STF é o ministro Dias Toffoli. Decisões recentes do ministro geraram incômodo nos bastidores da Corte e entre delegados da PF, que reclamam de limitações nas atribuições investigativas dentro do processo.

Para alguns ministros, a descida do processo para a primeira instância seria uma "saída honrosa" para o tribunal.

Crise de liquidez e pagamentos do FGC

Enquanto a investigação policial avança, a situação financeira do banco segue sendo saneada pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, admitiu em depoimento à PF que a instituição enfrentava problemas de liquidez — ou seja, falta de dinheiro em caixa para honrar compromissos imediatos.

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