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Acusado de tentar estuprar nutricionista alegou que já monitorava a vítima

Entre os argumentos, Wellington alegou que estava sob efeito de bebidas alcoólicas no momento do crime e argumentou que precisava cuidar de um filho pequeno e de seu pai idoso

GUILHERME OLIVEIRA

05/06/2026 • 11:26 • Atualizado em 05/06/2026 • 11:35

O homem que invadiu um apartamento de luxo em Barueri, na Região Metropolitana de São Paulo, e tentou estuprar a nutricionista Jéssica Soares, de 35 anos, afirmou durante a ação que o crime era uma "fita dada" e que já monitorava a rotina da vítima.

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Wellington de Oliveira Santos, que estava em liberdade condicional e já possui condenações por estupro, tráfico internacional de pessoas e exploração sexual, conseguiu entrar no edifício se aproveitando de uma distração da segurança e invadiu o imóvel, que estava com a porta destrancada. A vítima conseguiu se salvar após lutar por mais de 20 minutos utilizando técnicas de jiu-jitsu.

Apelo

Após ser preso em flagrante pela Guarda Civil Municipal, Wellington adotou uma postura de apelo durante a sua audiência de custódia. Ele implorou ao magistrado para responder ao processo em liberdade, apresentando justificativas de ordem pessoal e alegando estar sob o efeito de bebidas alcoólicas no momento do crime.

"Eu te imploro aí, doutor. Eu cuido do meu pai, eu cuido do meu filho. Sou só eu e meu pai em casa para trabalhar", declarou o suspeito.

O argumento, no entanto, não comoveu a Justiça. O juiz converteu a prisão em flagrante em preventiva, justificando a medida como necessária para garantir a preservação e a segurança da vítima.

Como ocorreu a invasão e a reação da vítima

A investigação da Polícia Civil aponta que o criminoso passou por baixo da catraca de segurança do condomínio e pegou o elevador diretamente para o andar de Jéssica. A entrada no apartamento foi facilitada porque o namorado da nutricionista havia saído pouco antes e, por estar sem chaves, deixou a porta aberta para o seu retorno.

Jéssica estava dormindo e acordou com o agressor em seu quarto, fingindo estar armado. Ela detalhou o momento em que conseguiu reagir:

"Como ele estava em cima de mim, eu consegui jogar o pé na cama, fazer uma elevação de quadril e jogar ele pra trás. Ele caiu e me puxou de novo, eu dei um soco nele", relatou a nutricionista, que pratica artes marciais.

Após desvencilhar-se, Jéssica correu para o corredor do prédio e pediu socorro. Vizinhos saíram de seus apartamentos e conseguiram imobilizar o homem até a chegada das autoridades.

A polícia agora busca identificar se houve algum tipo de facilitação interna ou vazamento de informações que justifique o termo "fita dada" utilizado pelo criminoso, que segue preso à disposição da Justiça.