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Caso Henry Borel: Jairinho é condenado e Monique recebe perdão judicial

Ex-vereador recebeu pena de 43 anos por homicídio duplamente qualificado e tortura contra o garoto de 4 anos em 2021; mãe teve o crime de homicídio doloso desclassificado pelos jurados

Da redação
DA REDAÇÃO

04/06/2026 • 02:30 • Atualizado em 04/06/2026 • 13:49

Após dez dias de julgamento, o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, foi condenado a 43 anos de prisão pelos crimes de homicídio duplamente qualificado e tortura pela morte do menino Henry Borel, de 4 anos, ocorrida em março de 2021. A sentença foi lida na madrugada desta quinta-feira (4).

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A mãe da criança, Monique Medeiros, teve a acusação de homicídio doloso desclassificada para homicídio culposo. Com a mudança de entendimento, a decisão passou às mãos da juíza Elisabeth Machado Louro, que concedeu perdão judicial. Monique, no entanto, foi condenada por omissão diante das torturas sofridas pelo filho. Ela foi condenada a 1 ano e 4 meses em regime aberto.

Jairinho era acusado de homicídio qualificado, tortura e coação. Monique respondia por homicídio qualificado por omissão, tortura e coação. Em ambos os casos, as acusações tinham como agravantes o fato de as agressões terem ocorrido em ambiente familiar e de a vítima ser menor de 14 anos.

Os jurados absolveram o ex-político de outras duas acusações de tortura que também eram analisadas durante o julgamento, mas o condenaram por coação. Já Monique foi absolvida da acusação de coação, restando contra ela o reconhecimento da responsabilidade por omissão em relação à violência praticada contra Henry.

Durante todo o processo, a acusação sustentou que Jairinho submeteu Henry a sucessivas agressões que culminaram na morte da criança e que Monique tinha conhecimento das violências praticadas contra o filho.

As defesas negaram as acusações. Os advogados de Jairinho afirmaram sua inocência e questionaram a investigação. A defesa de Monique, por sua vez, argumentou que ela não tinha conhecimento das agressões e levantou a hipótese de ter sido “dopada” no dia da morte da criança.

Os interrogatórios dos dois réus ocorreram na última terça-feira (2). Monique foi ouvida primeiro. Jairinho falou em seguida, depois de obter na Justiça o direito de ser o último a depor e respondeu apenas as perguntas feitas pela sua defesa.