
Henry Borel
Reprodução/Band
O médico e ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, começou a depor na tarde desta terça-feira (2) na sede do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, em mais uma etapa do julgamento que apura a morte do menino Henry Borel.
Ele é acusado de ter cometido o crime, enquanto a mãe da criança, Monique Medeiros responde por omissão. O depoimento era o último previsto antes das fases finais do júri.
O réu começou relembrando a infância e falou sobre a família e alegou que muitas pessoas não o conhecem de verdade e conhecem apenas um lado que, segundo ele, teria sido "implantado pela mídia".
A defesa de Jairinho informou que ele não responderá às perguntas da juíza, da promotoria nem da defesa de Monique Medeiros. Pela estratégia adotada, o réu falará apenas às perguntas de seus próprios advogados.
A postura repete, em parte, a adotada por Monique no depoimento anterior. Ela respondeu apenas aos questionamentos da promotoria, da juíza e da própria defesa, e não às perguntas da defesa de Jairinho.
Em sua fala, Monique afirmou acreditar que também pode ter sido dopada por Jairinho, sustentando que situações semelhantes já teriam ocorrido outras vezes, além de, pela primeira vez, ter admitido que o ex-companheiro pode ter matado a criança.
Concluído o depoimento de Jairinho, o julgamento entra na fase de debates entre acusação e defesa. Em seguida, o júri popular se reúne para decidir sobre a condenação ou a absolvição dos dois réus.
Como Jairinho informou que responderá apenas à própria defesa, a expectativa é de que o julgamento, que já está no nono dia e se tornou o mais longo da história do Rio, avance rapidamente e possa ser concluído ainda hoje durante a madrugada.
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