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Brasil decide expulsar espião russo e proíbe retorno ao país por 30 anos

Decisão de expulsão foi assinada pela coordenadora de processos migratórios, Alessandra Teixeira de Araújo, e publicada no Diário Oficial da União (DOU)

Por Redação
REDAÇÃO

09/07/2026 • 11:52 • Atualizado em 09/07/2026 • 11:52

O governo brasileiro, por meio do Ministério da Justiça e Segurança Pública, determinou a expulsão do espião russo Sergey Vladimirovich, que vive no país há mais de 15 anos e está detido na Penitenciária Federal de Brasília desde o final de 2022.

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Com a decisão, o indivíduo também fica proibido de entrar em território nacional pelos próximos 30 anos.

A decisão de expulsão foi assinada pela coordenadora de processos migratórios, Alessandra Teixeira de Araújo, e publicada no Diário Oficial da União (DOU) de segunda-feira (6).

Sergey é acusado de fazer parte de uma rede de espiões russos que usava o Brasil como trampolim para se infiltrar em outros países e obter informações estratégicas para a Rússia. Ele vive em território brasileiro, pelo menos, desde 2010 e assumiu a identidade de Victor Muller Ferreira com o objetivo de conseguir a cidadania portuguesa para se tornar cidadão europeu.

O russo foi capturado há cerca de quatro anos, depois de tentar entrar na Holanda com um passaporte brasileiro e outros documentos falsos em março de 2022. Ele havia sido aprovado para fazer um estágio no Tribunal Penal Internacional, em Haia, mas teve a fraude descoberta por autoridades holandesas e americanas.

Deportado para o Brasil, ele foi preso no Aeroporto Internacional de Guarulhos e, dois meses depois, passou a cumprir pena de 15 anos e a responder a processos por possíveis atos de espionagem, lavagem de dinheiro, corrupção passiva e uso de documento falso.

Sergey solicitou à Justiça brasileira que fosse extraditado para a Rússia. O governo russo alegava que o espião fazia parte de uma rede internacional de tráfico de drogas e pedia seu retorno para que fosse julgado no país de origem.

Na época, o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a extradição, mas a condicionou à conclusão de um inquérito da Polícia Federal em São Paulo. Em dezembro de 2024, contudo, o ministro Edson Fachin negou a extradição e justificou, na ocasião, que Sergey ainda tinha "pendências penais" no Brasil.

*Com informações do Estadão Conteúdo.