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Cão Orelha: Adolescentes devem voltar ao Brasil para prestar depoimento

Segundo familiares e advogados, a viagem dos jovens para a Disney já estava agendada antes do ocorrido, negando que a saída do país tenha sido uma tentativa de fuga

Da redação
DA REDAÇÃO

29/01/2026 • 11:15 • Atualizado em 29/01/2026 • 11:15

Os desdobramentos da morte trágica do cão de rua conhecido como "Orelha", na Praia Brava, em Santa Catarina, continuam a mobilizar as autoridades e a opinião pública. Dois dos quatro adolescentes identificados como suspeitos do crime, que atualmente estão em viagem ao exterior, devem retornar ao Brasil até a semana que vem para prestar depoimento à polícia.

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Segundo familiares e advogados, a viagem dos jovens para a Disney já estava agendada antes do ocorrido, negando que a saída do país tenha sido uma tentativa de fuga. A Polícia Civil aguarda o desembarque dos menores para dar continuidade às investigações. Dos quatro envolvidos, dois já foram ouvidos pelas autoridades locais.

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Decisão judicial

Uma das principais novidades do caso é a intervenção da Vara da Infância e Juventude. A Justiça determinou que plataformas digitais como Instagram, Facebook e TikTok retirem do ar imediatamente qualquer conteúdo que identifique os adolescentes, incluindo:

  • Fotos e vídeos dos suspeitos;
  • Nomes e informações pessoais;

Dados que permitam o reconhecimento dos jovens, por serem menores de idade.

A medida também visa coibir a exposição de familiares dos suspeitos. Advogados de defesa afirmam que buscarão a responsabilização criminal de pessoas físicas por crimes contra a honra, injúria e difamação, devido aos ataques e retaliações que as famílias vêm sofrendo na internet.

Penalidades previstas

Caso as suspeitas sejam confirmadas, os jovens não responderão criminalmente como adultos. Por serem menores de idade, o processo seguirá as diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). As punições previstas para atos infracionais dessa natureza podem incluir desde advertências até a prestação de serviços à comunidade.

A morte do cão Orelha, que era cuidado e querido pela comunidade local, gerou uma onda de protestos e revolta em Florianópolis, intensificando a cobrança por justiça.