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Ex-goleiro Bruno atualiza cadastro na Justiça para evitar nova prisão

Condenado pelo assassinato de Eliza Samudio, o ex-atleta compareceu ao tribunal após a Justiça apontar que ele não era localizado em endereços registrados

Da redação
DA REDAÇÃO

11/02/2026 • 11:03 • Atualizado em 11/02/2026 • 11:03

O ex-goleiro Bruno Fernandes se apresenta ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro para regularizar sua situação cadastral e garantir a manutenção de sua liberdade condicional. A movimentação ocorre após o Ministério Público informar que o ex-atleta não era localizado nos endereços fornecidos à Justiça desde 2023, o que gerou um alerta sobre o descumprimento das regras do seu benefício.

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A determinação para o comparecimento imediato partiu de uma decisão judicial que estipulou o prazo de cinco dias para que Bruno atualizasse seus dados.

Caso não cumprisse a ordem, o ex-goleiro corria o risco real de ter a liberdade condicional revogada e retornar ao sistema prisional por falta de prestação de contas às autoridades.

Regularização e pronunciamento

Após realizar o procedimento burocrático, Bruno utiliza as redes sociais para se manifestar sobre o caso. Em vídeo gravado em frente ao tribunal, ele explica que sua presença no local teve como único objetivo atualizar o endereço de cadastro para fins de fiscalização judicial. O ex-atleta cumpre pena em regime aberto desde o início de 2023, mas a justiça exige o monitoramento constante de seu paradeiro para validar o benefício.

O processo de fiscalização enfrentava dificuldades porque os endereços registrados anteriormente no sistema judiciário não correspondiam mais ao local de residência de Bruno. O Ministério Público vinha monitorando as tentativas frustradas de localização antes de solicitar a intervenção do juiz responsável pela execução penal.

Histórico da condenação

O caso remonta ao crime ocorrido em 2010, que resultou em uma condenação de mais de 23 anos de prisão para o ex-goleiro. Os crimes imputados a Bruno Fernandes incluem homicídio qualificado, sequestro, cárcere privado e ocultação de cadáver no processo que investigou a morte de Eliza Samudio.

Mesmo em liberdade condicional, o condenado deve seguir uma série de restrições impostas pela Lei de Execução Penal, incluindo o recolhimento noturno e a proibição de ausentar-se da comarca sem autorização prévia. A atualização dos dados residenciais é uma das obrigações primordiais para que o Estado exerça o controle sobre o apenado. Com a regularização efetuada nesta semana, o ex-atleta evita, temporariamente, a expedição de um novo mandado de prisão por descumprimento de norma administrativa.