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Faria Lima, centro financeiro de SP, concentra 42 alvos de megaoperação

Policiais apreenderam dos 42 alvos da operação documentos, computadores em empresas na avenida, corretoras e fundos de investimentos, as chamadas fintechs

Da redação
DA REDAÇÃO

28/08/2025 • 09:59 • Atualizado em 28/08/2025 • 09:59

Receita e PF estiveram em empresas na Faria Lima, em SP

Receita e PF estiveram em empresas na Faria Lima, em SP

Reprodução/Receita Federal

Resumo

Operação policial: A Polícia Federal e a Receita Federal deflagraram a "Operação Carbono Oculto" para desmantelar um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo o PCC, fintechs e o setor de combustíveis em oito estados brasileiros.

Impacto e métodos: A operação investiga a infiltração do PCC em instituições financeiras e a aquisição de postos de combustíveis para lavagem de dinheiro do tráfico de drogas, utilizando métodos como depósitos fracionados e uso de "laranjas".

Abrangência e resultados: Foram cumpridos 14 mandados de prisão e 42 de busca e apreensão, além do bloqueio de bens e valores totalizando mais de R$ 1 bilhão, afetando cerca de 350 alvos entre pessoas físicas e jurídicas nos estados mencionados.

A megaoperação deflagrada hoje pela Polícia Federal, com apoio da Receita Federal teve como um dos endereços a Avenida Brigadeiro Faria Lima, na Zona Oeste de São Paulo. O local é conhecido por ser um centro financeiro da capital e concentrar as sedes das principais instituições financeiras do país. O local concentra 42 alvos da megaoperação.

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As duas operações, embora distintas, têm em comum o objetivo de desarticular esquemas de lavagem de dinheiro, com grande impacto financeiro e envolvimento de organizações criminosas.

De acordo com a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público (MP), o PCC se infiltrava em instituições financeiras da Faria Lima e adquiria postos de combustíveis para lavar dinheiro, como o obtido com o tráfico de drogas.

Policiais apreenderam de 42 alvos da operação documentos, computadores em empresas na avenida, corretoras e fundos de investimentos, as chamadas fintechs.

Segundo a PF, a estrutura criminosa utilizava diversas táticas para ocultar a origem dos recursos, como depósitos fracionados em espécie (que ultrapassaram R$ 594 milhões), uso de “laranjas”, transações cruzadas, repasses sem lastro fiscal, fraudes contábeis e simulação de aquisição de bens e serviços.

Operação mira esquema do PCC com combustíveis e fintechs em 8 estados e 300 postos

A Receita Federal e órgãos parceiros deflagraram, nesta quinta-feira (28) a “Operação Carbono Oculto”. Segundo a investigação, esta é a maior operação contra o crime organizado da história do país, em termos de cooperação institucional e amplitude. O objetivo é desmantelar esquema de fraudes e de lavagem de dinheiro no setor de combustíveis.

Um comunicado do Ministério Público de São Paulo (MPSP) destaca “infiltração de integrantes da facção Primeiro Comando da Capital (PCC), lesando não apenas os consumidores que abastecem seus veículos, mas toda uma cadeia econômica”.

As autoridades cumprem mandados de busca e apreensão contra cerca de 350 alvos, entre pessoas físicas e jurídicas, localizados em oito estados: São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

Estão sendo cumpridos 14 mandados de prisão e 42 de busca e apreensão nos estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. Foram bloqueados bens e valores de 41 pessoas físicas e 255 jurídicas, totalizando uma constrição patrimonial superior a R$ 1 bilhão.

Fraudes financeiras

Conforme os investigadores apuraram, as operações financeiras eram realizadas por meio de instituições de pagamento que não eram bancos tradicionais, mas fintechs controladas pelo próprio crime organizado. Isso dificultava o rastreamento dos valores transacionados.

O lucro e os recursos lavados do crime eram blindados em fundos de investimentos com diversas camadas de ocultação para tentar impedir a identificação dos reais beneficiários.