Uma moradora do Complexo da Penha relatou momentos de tensão durante a megaoperação da polícia contra criminosos do Comando Vermelho. Segundo Georgia, os trabalhadores da região foram impedidos de abrir os comércios na manhã desta quarta-feira (29).
“Passou um rapaz aqui e proibiu de abrir. Ninguém pode trabalhar. Eu estou com muito medo, nunca passei por isso. Lá para dentro, perto da praça, ninguém pode trabalhar também. Tem muitos corpos por lá.”, disse em entrevista à Band.
Na manhã desta quarta (29), moradores dos Complexos se uniram para retirar os corpos de pessoas que morreram durante a operação. Ao todo, até o momento, 62 corpos foram encontrados. Agora, os familiares aguardam a confirmação da polícia para saber se o número foi contabilizado durante a operação.
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Ela conta que estava trabalhando no momento em que as ruas foram fechadas e que chegou a ouvir o confronto entre a polícia e os bandidos.
“Eu tive que sair correndo porque não tinha como ficar. Era tampado de polícia. O tiroteio era demais. Saí porque fui de carona”, relatou.
A ação conjunta foi considerada a maior da história do Rio de Janeiro e mobilizou 2.500 policiais civis e militares, com a participação do Ministério Público. O objetivo foi cumprir mais de 100 mandados de prisão e conter a expansão territorial do Comando Vermelho. Como retaliação, bandidos usaram ônibus e caminhões para bloquear diversas vias em diferentes pontos da capital fluminense e de cidades da Baixada Fluminense.
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