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STF torna réus policiais acusados de obstruir caso Marielle

Rivaldo Barbosa, Giniton Lages e Marco Antonio de Barros Pinto teriam a tarefa de encobrir executores e mandantes

Da redação
DA REDAÇÃO

22/05/2026 • 11:59 • Atualizado em 22/05/2026 • 13:25

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal tornou, por unanimidade, réus três policiais por envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco e Anderson Gomes. Os últimos votos foram entregues nesta quinta-feira (21) em Julgamento Virtual.

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Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior, Giniton Lages e Marco Antônio de Barros Pinto são acusados de obstruir as investigações do assassinato da vereadora e do motorista.

Eles teriam agido a mando de Chiquinho e Domingos Brazão, condenados, em fevereiro deste ano, a 76 anos de prisão como mandantes do crime. Rivaldo foi condenado junto com eles a 18 anos de prisão.

Com a decisão, os três vão responder pelos crimes de associação criminosa e obstrução de justiça. Ainda não há data para o julgamento definitivo.

Segundo a denúncia, Rivaldo assumiu a chefia da Polícia Civil do Rio de Janeiro na véspera das mortes. No dia seguinte ao crime, nomeou Giniton como titular da Delegacia de Homicídios da Capital e o indicou para conduzir as investigações.

A ordem era impedir que os verdadeiros executores e mandantes fossem descobertos, afirmou a Procuradoria Geral da República. Por isso, Giniton tentou incriminar Marcelo Siciliano e Orlando de Oliveira Araújo, com a anuência de Rivaldo Barbosa e Marco Antônio, que estava lotado da delegacia de homicídios.

*Com Rádio Agência.