Por mais que o Irã venha atingindo alguns alvos importantes em solo israelense, a superioridade militar de Israel é imensa e pode se tornar ainda maior se os Estados Unidos decidirem entrar nessa guerra.
Donald Trump vem dizendo que planeja algo “muito grande” e até que ainda está decidindo se vai ou não usar a “grandalhona”, que é uma bomba que pesa 13 toneladas - a maior do mundo - e que só pode ser transportada pelos moderníssimos caças b-2 das Forças Armadas americanas.
Se algumas grandalhonas forem lançadas no Irã, produzindo seus cogumelos de fumaça que sobem quilômetros pelos céus, isso quer dizer - muito provavelmente - a derrubada do regime ditatorial dos aiatolás xiitas que governam o Irã. E a grande questão é justamente essa: o que acontece se matarem Ali Khamenei?
O presidente da França, Emmanuel Macron, lembrou que quando mataram Saddam Hussein, o Iraque virou um ninho de cobras e a situação só piorou para os países do Ocidente. Aconteceu a mesma coisa na Líbia quando derrubaram Muammar Gaddafi.
Por outro lado, o chanceler alemão Friedrich Merz defende a derrubada do regime iraniano e usa como exemplo o novo governo da Síria, que depois dos horrores da ditadura de Bashar al-Assad, está se mostrando moderado e buscando diálogo.
Como a queda do regime iraniano parece muito pessoal, já começam a aparecer diversas forças interessadas em pelo menos uma fatia do país. Tem os curdos que gostariam de finalmente fazer ali um país para eles, mesmo que só em uma parte do território. Tem também os radicais do Azerbaijão e algumas etnias diferentes que hoje são oprimidas pelo regime islâmico intolerante. Há também muitos presos políticos dispostos a se candidatar.
Por fim, surge uma figura no mínimo curiosa: o filho de Reza Pahlavi, o último Xá do Irã, que era como um rei antes da revolução islâmica. Ele mora nos Estados Unidos, é muito simpático aos americanos e está se anunciando como candidato a governar o Irã no dia em que o regime cair.
Por enquanto, tudo é especulação, e são muitos os candidatos, mas é muito provável que depois da ditadura, como costuma acontecer, o caos tome conta do Irã. A realidade é que ninguém sabe o vespeiro que vem por aí.
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