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Turista argentina acusada de racismo no Rio pode ter prisão decretada

Agostina Paz está impedida de deixar o Brasil e não se apresentou dentro do prazo estipulado para a instalação de uma tornozeleira eletrônica

Da redação
DA REDAÇÃO

20/01/2026 • 09:08 • Atualizado em 20/01/2026 • 09:08

A advogada argentina Agostina Paz, acusada de cometer injúria racial contra funcionários de um bar em Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro, corre o risco de ter a prisão preventiva decretada. A turista, que está impedida de deixar o Brasil, não se apresentou dentro do prazo estipulado para a instalação de uma tornozeleira eletrônica.

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O caso ocorreu na última quarta-feira. De acordo com testemunhas e vítimas, a advogada exaltou-se ao pagar a conta e passou a proferir ofensas racistas. Um dos barmen, que preferiu não ser identificado, relatou que Agostina chamou seguranças, caixas e outros funcionários de "macacos" e "negros", agindo com deboche e superioridade.

Imagens flagraram a turista a fazer gestos e sons a imitar um macaco. Em depoimento à polícia, Agostina negou o crime, alegando que se tratava de uma "brincadeira" direcionada às suas amigas e que não tinha a intenção de ofender a vítima.

No Brasil, o crime de injúria racial é equiparado ao de racismo, sendo inafiançável e imprescritível. A pena pode chegar a cinco anos de prisão, além de multa.

Apesar da gravidade, a polícia entendeu que não houve flagrante no momento da ocorrência. Como medida cautelar, a Justiça determinou:

  • O uso de tornozeleira eletrônica.
  • A proibição de deixar o território brasileiro.
  • O prazo de cinco dias para a apresentação voluntária para instalar o equipamento.

Caso a advogada não cumpra a determinação ou tente fugir do país clandestinamente, a sua prisão será decretada imediatamente e ela ficará impedida de retornar ao solo brasileiro sem ser detida.

Próximos passos da investigação

Nesta segunda-feira, a vítima prestou um novo depoimento. A Polícia Civil do Rio de Janeiro pretende ouvir outras testemunhas para esclarecer todos os detalhes e espera concluir o inquérito até a próxima quarta-feira.

Após a repercussão do caso, Agostina Paz eliminou os seus perfis nas redes sociais. A defesa da advogada informou que, por enquanto, ela não irá se pronunciar. As vítimas esperam que a justiça seja feita no Brasil, evitando a impunidade.