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Brasil acredita que não conseguirá zerar tarifas extras impostas ao café pelos EUA

Dados do Ministério da Indústria e Comércio apontam que as exportações do produto em setembro para os EUA caíram 52% na comparação com o mesmo período do ano passado

CAIÃ MESSINA

24/10/2025 • 11:25 • Atualizado em 24/10/2025 • 11:25

Bastidores de Brasília
Café

Café

Pixabay

O governo federal acredita que não irá conseguir zerar as tarifas extras impostas ao café brasileiro pelos Estados Unidos, mas elencou o produto como “prioritário” para entrar na lista de exceções.

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Dados que chegaram ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços apontam que as exportações do produto em setembro para os Estados Unidos caíram 52% na comparação com o mesmo período do ano passado. Além disso, o governo também vai apontar o impacto do café brasileiro no aumento da inflação norte-americana.

"Estamos otimistas, o café brasileiro é consumido há décadas pelos americanos, que conhecem a sua qualidade", disse um diplomata à frente das negociações.

O etanol também vai ser objeto de conversas. O governo acena com a possibilidade de reduzir as tarifas, atualmente de 18%, para o etanol americano entrar no país. Em troca, os Estados Unidos fariam o mesmo.

A ideia dos negociadores é não tratar diretamente das sanções impostas a ministros ou mencionar a situação da família do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A reunião de domingo foi definida pelo Ministério das Relações Exteriores com três palavras: economia, economia e economia. Mas, ao mesmo tempo, auxiliares do presidente Lula frisam que "Trump é imprevisível", ou seja, tudo vai depender do clima da reunião.

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