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Brasil possui dois planos para isentar café do tarifaço imposto pelos EUA

Café e carne devem ser temas citados na reunião do presidente Lula e Donald Trump, no próximo domingo (26) na Malásia

VIVIANE TAGUCHI

23/10/2025 • 13:43 • Atualizado em 23/10/2025 • 13:43

Café deve ser citado em reunião, mas caso tarifas não caiam, setor vai pedir isenção

Café deve ser citado em reunião, mas caso tarifas não caiam, setor vai pedir isenção

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Representantes do setor exportador de cafés do Brasil estiveram com o vice-presidente e Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviço (MDIC), Geraldo Alckmin, nesta quarta-feira (22), em Brasília (DF), para debater as estratégias brasileiras para driblar o tarifaço imposto pelo presidente americano Donald Trump, em agosto. Segundo Marcos Matos, diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafe), o setor tem dois planos para escapar do tarifaço.

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De acordo com ele, uma das estratégias será o café brasileiro se encaixar na solicitar de suspensão de todas as tarifas, enquanto se conclui o acordo de comércio bilateral ou, não havendo essa suspensão, pedir a inclusão do café na lista de isenção ‘produto a produto’, com a inclusão no anexo 2 da ordem executiva assinada pelo presidente Trump no dia 5 de setembro.

O café, assim como a carne bovina, deve ser citado na pauta da reunião que acontecerá no próximo domingo (26) entre os presidentes Lula e Trump, na Malásia. De acordo com o vice-presidente, as conversas e propostas [sobre o tarifaço] continuam ocorrendo com o Departamento de Estado e a Secretaria de Comércio americanos, além do United States Trade Representative (USTR). A primeira proposta citada pelos representantes do setor de café já foi formalizada junto ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, aos demais secretários americanos do Comércio e ao USTR, e estaria em fase de avaliação pela administração Trump.

“O [vice-presidente] Alckmin nos informou que fez o pedido diretamente ao presidente Lula para que ele aborde essa possibilidade de suspensão até a conclusão do acordo bilateral nessa importante conversa prevista para o dia 26”, afirmou Matos. Caso a suspensão não aconteça depois da reunião de domingo, o setor apostará no ”Plano B". "“Houve um movimento de pinçar produtos, como a celulose e parte das madeiras, que foram para o anexo 2 com isenção total, sendo retirados, inclusive, os 10% da tarifa-base, de abril. O vice-presidente nos relatou que, para essa possibilidade, o café é o primeiro produto a ser incluído na lista de isenção, tanto pelo governo brasileiro, quanto do lado dos EUA”, menciona.

Segundo o executivo, Alckmin passou a mensagem que o foco da reunião prevista entre Lula e Trump está na pauta econômica, com senso de urgência. “O vice-presidente da República comentou, ainda, que deseja manter contato permanente com o Cecafé para avaliação de cenários e à resolução de outros desafios que ocorrem para as exportações de café aos EUA e aos demais parceiros comerciais do Brasil.