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Brasil apoia entrada da Palestina no Brics; definição deve acontecer na cúpula da Índia

Fontes do Itamaraty dizem que o Brasil se manifestará a favor do ingresso da Palestina no Brics e acreditam que não haverá dificuldade, já que os demais membros do grupo reconhecem o Estado palestino

Túlio Amâncio
TÚLIO AMÂNCIO

29/09/2025 • 08:38 • Atualizado em 29/09/2025 • 08:38

Lula ao lado de Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Nacional Palestina,

Lula ao lado de Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Nacional Palestina,

Ricardo Stuckert/PR

Integrantes do governo brasileiro receberam sem surpresa o pedido da Palestina para adesão plena ao Brics. Diplomatas afirmam que é improvável que uma reunião – mesmo que virtual – seja convocada para analisar a solicitação. Por isso, a definição deve ocorrer na próxima cúpula do bloco, que será realizada na Índia, no ano que vem, ainda sem data marcada.

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Fontes do Itamaraty dizem que o Brasil se manifestará a favor do ingresso da Palestina no BRICS e acreditam que não haverá dificuldade, já que os demais membros do grupo reconhecem o Estado palestino. Ainda assim, ressaltam que é necessário aguardar para definir em quais moldes essa entrada acontecerá.

O mais provável, segundo diplomatas, é que, caso os membros plenos concordem, a Palestina inicie sua participação como observadora para, mais adiante, eventualmente se tornar membro pleno – como pede o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas.

Abbas já havia declarado, em outubro de 2024, durante a cúpula da ONU, que “a Palestina está pronta para contribuir com o Brics em qualquer formato, seja como membro pleno, parceiro ou observador”. Neste ano, no discurso virtual – já que foi proibido de entra nos EUA pelo governo de Donald Trump - reforçou a estratégia de ampliar a inserção palestina em fóruns internacionais em meio à guerra em Gaza e à paralisia do processo de paz no Conselho de Segurança da ONU.

A proposta surge em um momento em que o Brics tem ampliado seu papel político, com declarações frequentes em defesa de um cessar-fogo imediato e da solução de dois Estados. Em julho, durante a cúpula do bloco no Rio de Janeiro, os líderes reafirmaram apoio à plena adesão da Palestina às Nações Unidas.

O bloco reúne atualmente 11 membros plenos – Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Irã e Indonésia – e oito países parceiros: Belarus, Bolívia, Cuba, Cazaquistão, Malásia, Tailândia, Uganda e Uzbequistão.

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