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Brasil critica ação dos EUA; Lula deve “dar nome aos bois”, dizem fontes

Fontes do governo federal indicam que há uma pressão interna para que o presidente Lula adote uma postura ainda mais incisiva

Túlio Amâncio
TÚLIO AMÂNCIO

06/01/2026 • 17:33 • Atualizado em 06/01/2026 • 17:33

Bastidores de Brasília
Lula

Lula

Agência Brasil

A classificação de “sequestro” usada pelo Brasil para se referir à ação dos Estados Unidos envolvendo o ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro chamou a atenção de diplomatas durante reunião da Organização dos Estados Americanos (OEA) realizada nesta terça-feira (6).

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Na ocasião, o embaixador Benoni Belli, representante brasileiro na OEA, utilizou o termo ao comentar os acontecimentos recentes no território venezuelano. A declaração repercutiu entre os países-membros do organismo.

O que não era de conhecimento público é que a mesma expressão já havia sido empregada pelo chanceler Mauro Vieira dois dias antes, durante reunião da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), no último domingo (4).

Segundo fontes do governo brasileiro, o uso do termo reflete uma orientação deliberada do Planalto de “dar nome aos bois”. De acordo com esses interlocutores, o fato de se tratar de uma potência como os Estados Unidos não impediria o governo brasileiro de classificar os episódios de acordo com sua leitura diplomática e jurídica.

Tanto o texto apresentado na Celac quanto a manifestação feita na OEA passaram pelo crivo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Auxiliares afirmam que o petista não pretende se esquivar do uso do termo “sequestro” em manifestações públicas sobre o caso.

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