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Brasil manifesta preocupação com anúncio de fim das eleições na Nicarágua

Chanceleria cobra que governo assegure ao povo o direito de escolher seus líderes

Da redação
DA REDAÇÃO

23/07/2026 • 17:29 • Atualizado em 23/07/2026 • 17:34

Nicarágua

Nicarágua

Reuters

O Ministério das Relações Exteriores divulgou nota nesta quinta-feira (23) em que afirma ver com "preocupação" o anúncio do presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, sobre o fim das eleições no país centro-americano.

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No comunicado, o Itamaraty destacou que a realização de eleições livres, periódicas, plurais e transparentes é um dos pilares da democracia e reforçou o compromisso do Brasil com esses princípios.

A realização de eleições livres, periódicas, plurais e transparentes é um dos esteios da democracia, valor com que o Brasil tem um profundo compromisso

O ministério também pediu que as autoridades nicaraguenses assegurem ao povo o direito de escolher seus governantes, ressaltando que a participação popular em pleitos é condição essencial para a legitimidade de qualquer governo.

Nicarágua encerra processos eleitorais

No último domingo (19), durante a celebração do aniversário da Revolução Sandinista, em Manágua, Ortega anunciou publicamente que o país não realizará mais eleições. O discurso foi transmitido pela televisão estatal.

Ao se referir aos opositores, ele afirmou: "Esqueçam, aqui não haverá mais eleições para que assim tentem tomar o governo e tomar o poder".

Até então, o próximo pleito presidencial estava previsto para 2027. Ortega está no comando da Nicarágua desde 2007, após já ter governado o país entre 1979 e 1990, e desde então acumulou sucessivas reeleições em processos questionados por opositores e entidades internacionais.

Contexto e repercussão internacional

Organizações de direitos humanos acusam o governo nicaraguense de perseguir adversários políticos, fechar veículos de imprensa e restringir liberdades civis, o que tem aumentado o isolamento internacional do país.

Com a nota, o Ministério das Relações Exteriores reafirma o compromisso declarado do Brasil com a democracia representativa na região. O governo nicaraguense, por sua vez, enfrenta críticas recorrentes de países e organismos multilaterais pelas medidas que concentram poder nas mãos de Ortega e reduzem o espaço para a oposição.

Com informações do Estadão Conteúdo.