Sete dias de intensas buscas, de angústia, desespero e a informação que ninguém gostaria de receber: a adolescente Vitória Regina de Sousa, de 17 anos, encontrada morta. O corpo foi localizado a cerca de 5km da casa dela, um caminho de mata fechada, que, segundo a polícia, era conhecido por alguém.
Cães farejadores levaram a polícia até o corpo da adolescente. Vitória estava deitada com a cabeça raspada e degolada. Foram vários requintes de crueldade. Ela estava sem roupas e com o sutiã preso na axila esquerda e enrolado no pescoço.
Para a polícia, a jovem não foi morta neste local. Ela foi deixada ali em uma tentativa de ocultar o corpo, que estava em avançado estado de decomposição e foi identificado pelos familiares por causa da tatuagem de borboleta na perna e o piercing no umbigo.
A investigação acredita que pelo menos duas pessoas a levaram até a área de mata; pela dificuldade do crime e a violência colocada, não seria possível apenas uma pessoa ter realizado tamanha crueldade.
O Brasil Urgente usou a tecnologia da inteligência artificial para mostrar como foram os últimos momentos antes do desaparecimento da adolescente, de apenas 17 anos, em Cajamar, na Grande São Paulo. Com a ajuda da IA, o programa também mostrou o trabalho dos policiais para encontrar o corpo da adolescente.
Dinâmica do crime
Os investigadores já conseguiram concluir algumas situações que podem ajudar a entender a dinâmica do crime, mas somente a perícia vai revelar com exatidão o que aconteceu.
O corpo estava há 5 dias lá. Vitória desapareceu há uma semana. As antenas de telefone da região apontaram que o celular dela esteve próximo a uma represa, distante do local que foi encontrada. A adolescente, portanto, ficou dois dias com os criminosos – em um deles pelo menos com vida.
Os últimos passos registrados de Vitória foram próximos à meia-noite, quando ela saiu do trabalho em um shopping, foi até um ponto de ônibus e a partir daí as desconfianças da jovem surgem. Ela, por mensagens, envia a uma amiga que tinha "pessoas estranhas" e que estava com medo. O ônibus chegou e ela subiu. Um homem ficou parado, mas o outro também entrou no ônibus. A amiga chegou a pedir para Vitoria tirar uma foto ou avisar o pai dela, mas ela ficou com medo de ser descoberta.
Logo na sequência, já perto de casa, ela desceu; o suspeito ficou e seguiu viagem, o que gerou um alívio. A partir daí, Vitória não foi mais vista.
Uma coincidência incomum aconteceu no dia. Quem buscava a jovem no trabalho era o próprio pai, mas justamente nesse dia o carro da família quebrou e estava na oficina. A adolescente pode ter sido abusada, segundo a Polícia.
Pessoas investigadas
Para a investigação, 6 pessoas podem estar envolvidas no crime: duas pessoas com quem ela Vitória se relacionou, dois homens que mexeram com ela no ponto de ônibus e os outros dois suspeitos que estavam dentro do ônibus.
O ex-namorado de Vitória apresentou uma grande contradição durante depoimento. O delegado então pediu a prisão temporária dele, mas a Justiça não acatou o pedido dele.
Na versão do ex, ele disse que estava com uma outra menina, uma menor, algo que foi confirmado. Vitória, quando estava com medo já chegando em casa, enviou mensagens para algumas pessoas, entre elas, o ex-namorado.
Quase ao mesmo tempo, familiares de Vitoria mandaram mensagens para o ex. Ele abriu a conversa de todos menos da Vitória. Por quê? Só abriu a conversa da jovem 4 horas depois. Para a polícia, ainda não está claro o que ele estava fazendo nesse período.
O corpo de Vitória foi encaminhado ao IML para coleta de material genético e a possível identificação dos assassinos e também saber se a adolescente foi vítima de violência sexual.
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