O delegado Fabiano Barbeiro, responsável pelas investigações da Polícia Civil de São Paulo, explicou que disputas financeiras motivaram a execução do empresário Marcelo Magalhães, atraído para um cativeiro e morto em Carapicuíba, na Região Metropolitana de São Paulo.
"A motivação decorre de um relacionamento anterior à morte do empresário, no qual existia uma pendência financeira entre as partes", afirmou o delegado. Conforme apurou a investigação, Marcelo realizava pagamentos voluntários e periódicos ao investigado identificado como Lucas. No entanto, a interrupção desses repasses gerou um desentendimento que culminou no planejamento do homicídio.
A Polícia Civil identificou quatro indivíduos envolvidos na ação criminosa ocorrida há três dias. Desses investigados, três estão presos e o Poder Judiciário analisa o pedido de prisão feito contra o quarto suspeito.
Investigados aparecem comemorando após crime
Segundo o delegado, as autoridades colheram provas em aparelhos celulares e registros de vídeo mantidos pelos próprios suspeitos. Nas imagens compartilhadas com a imprensa, os investigados aparecem comemorando o ato e ouvindo música após o homicídio. "Reunimos elementos probatórios que comprovam a autoria e a materialidade do crime, o que nos permitiu obter as ordens de prisão junto à Justiça", ressaltou Fabiano Barbeiro.
De acordo com os autos do inquérito, os suspeitos mantiveram o empresário amordaçado e amarrado com fios elétricos dentro de um imóvel transformado em cativeiro por cerca de duas horas. Durante a ação, o grupo realizou transferências bancárias da conta da vítima no valor total de R$ 8 mil.
Após os repasses financeiros, os homens colocaram o empresário no banco traseiro do próprio automóvel blindado e o conduziram a uma área de mata próxima a um lava-jato. Marcelo foi obrigado a caminhar até a margem de um córrego local, onde sofreu a execução antes de ter o corpo lançado nas águas.
Equipes do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar e da Guarda Civil Municipal mantêm as buscas ao longo do canal do córrego para tentar localizar os restos mortais da vítima. O caso é tratado pelas autoridades como homicídio qualificado.
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