Brasil Urgente

Deolane é apontada como 'caixa do PCC' em inquérito de mais de 100 páginas

Relatório da Polícia Civil de São Paulo aponta influenciadora como responsável por movimentar valores do crime organizado através de empresas de fachada

Felipe Garraffa
FELIPE GARRAFFA

29/05/2026 • 16:53 • Atualizado em 29/05/2026 • 17:46

A influenciadora Deolane Bezerra e outros seis investigados foram indiciados pela Polícia Civil de São Paulo por crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. A Band teve acesso ao relatório final da investigação, que supera 100 páginas e detalha a estrutura utilizada para a movimentação de recursos ilícitos.

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De acordo com as autoridades, o grupo atuava na ocultação e integração de valores provenientes das atividades do Primeiro Comando da Capital (PCC). O documento policial aponta que Deolane Bezerra desempenhava o papel de "caixa da facção", utilizando empresas de fachada para dissimular a origem do patrimônio.

O papel da influenciadora na estrutura criminosa

O relatório da Polícia Civil destaca o uso de fragmentação financeira para dificultar o rastreamento dos valores. Deolane Bezerra é descrita pelos investigadores como um "verdadeiro repositório patrimonial" da organização, responsável por centralizar o fluxo financeiro destinado à lavagem de ativos.

A investigação, que teve início há sete anos, avançou após a apreensão de bilhetes atribuídos à cúpula do PCC no presídio de Presidente Venceslau, no interior paulista. Naquela ocasião, as autoridades identificaram uma transportadora que servia de base para a lavagem de dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas, iniciando o mapeamento da rede que culminou no indiciamento dos sete envolvidos.

Próximos passos da investigação

As apurações apontam que, entre 2018 e 2022, mais de R$ 27 milhões transitaram por contas pessoais e corporativas ligadas à influenciadora.

A partir da próxima segunda-feira (1º), o Ministério Público de São Paulo terá o prazo de cinco dias para se manifestar sobre o relatório apresentado pela Polícia Civil. Após a análise da promotoria, os sete indiciados poderão se tornar réus pelas acusações de organização criminosa e lavagem de dinheiro.