Uma paralisação imediata dos ônibus municipais de São Paulo pegou a população de surpresa na tarde desta terça-feira (9). A decisão ocorre após o Sindicato dos Motoristas e Cobradores receber um comunicado das empresas de transporte informando que não conseguiriam cumprir o prazo para o pagamento do 13º salário.
Em entrevista ao vivo no programa Brasil Urgente, o presidente do sindicato, Valdemir dos Santos, explicou o estopim da greve. Segundo o líder sindical, havia um acordo prévio firmado em uma reunião com a Secretaria de Transportes. O combinado era que o pagamento da primeira parcela do 13º — que já estava atrasada — seria realizado juntamente com a segunda parcela no próximo dia 12 de dezembro.
No entanto, por volta das 13h desta segunda-feira, o sindicato recebeu um ofício assinado pelas empresas de ônibus solicitando um novo prazo para o pagamento, sem estipular uma data concreta. A justificativa apresentada pelas viações envolveria questões contratuais e de repasses financeiros junto à Prefeitura de São Paulo.
"A revolta foi muito grande", diz presidente do sindicato
A notícia do adiamento indefinido gerou indignação imediata nas garagens. "A revolta dos trabalhadores por volta das 15h foi muito grande quando a diretoria comunicou que as empresas pediram mais prazo", afirmou Valdemir dos Santos.
Segundo o presidente, a categoria perdeu a confiança nas promessas das empresas, visto que o prazo do dia 12 já era uma renegociação de um atraso anterior. "O trabalhador não aceitou. Eles falaram que não confiam mais, porque já pediram um prazo para uma data e agora pedem outro. Final de ano o trabalhador necessita dessa situação do 13º para passar o Natal com a família", completou.
Impacto na cidade
Durante a transmissão, foram relatadas paralisações afetando diversas regiões da capital paulista. Informações preliminares apontam que ônibus estão sendo recolhidos massivamente na Zona Leste e na Zona Norte, com destaque para a garagem da empresa Sambaíba, próxima a Guarulhos.
O movimento tende a ser geral, afetando o retorno para casa de milhares de paulistanos. Até o momento, não há previsão de normalização do serviço. A recomendação é que os passageiros busquem alternativas de transporte, como Metrô e trens.
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